Quem é o juiz que foi resgatado de sequestro após usar palavra-chave em ligação ao companheiro

Samuel de Oliveira Magro trabalha como juiz no Tribunal de Impostos e Taxas, vinculado à Sefaz; ele usou uma palavra previamente combinada durante conversa ao telefone com companheiro para indicar que havia sido sequestrado

20 jan 2026 - 10h22

O auditor fiscal Samuel de Oliveira Magro foi resgatado na manhã desta terça-feira, 20, após passar mais de 24 horas como refém em um cativeiro em Osasco, na região metropolitana de São Paulo.

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Quem acionou a Polícia Civil de São Paulo foi o companheiro da vítima. Os dois conversaram por ligação e Magro usou uma palavra-chave previamente combinada para indicar que havia sido sequestrado.

Cinco pessoas foram presas por sequestro de juiz do TIT.
Cinco pessoas foram presas por sequestro de juiz do TIT.
Foto: Reprodução/Polícia Civil / Estadão

O homem trabalha como juiz no Tribunal de Impostos e Taxas (TIT), órgão administrativo responsável por julgar conflitos tributários entre contribuintes e o fisco estadual, vinculado à Secretaria da Fazenda e Planejamento do Estado de São Paulo (Sefaz).

No biênio de 2026-2027, ele ocupará o cargo de vice-presidente da 1ª Câmara Julgadora, de acordo com o site da Sefaz. As atividades do TIT só serão retomadas no fim de fevereiro.

Dados disponíveis no Portal da Transparência mostram que, em dezembro do ano passado, o salário líquido do juiz foi de R$ 40,9 mil.

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O sequestro

De acordo com a Polícia Civil, Magro foi sequestrado na noite de domingo, 18, na Avenida Rebouças, no Jardim América, bairro nobre da zona oeste da capital paulista.

Após a ligação em que a vítima falou a palavra-chave, o companheiro dela entrou em contato com a corporação, que iniciou as diligências.

A ação de resgate foi realizada pela 2ª Delegacia da Divisão Antissequestro (DAS), com apoio do Grupo Armado de Repressão a Roubos e Assaltos (Garra), ambos do Departamento de Operações Policiais Estratégicas (Dope).

Magro foi localizado por agentes em um cativeiro em Osasco. Cinco suspeitos foram presos no local. Eles não tiveram as identidades divulgadas e, por isso, não foi possível localizar suas defesas.

Não há informações sobre o que os criminosos conseguiram roubar. Os detidos foram encaminhados à sede da DAS, no centro de São Paulo, onde o caso será registrado.

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