Quadrilha de roubo a residências instalava câmeras nas ruas e usava drones para monitorar rotina em bairros nobres de SP

Investigações apontam que o grupo estaria envolvido em ao menos 30 assaltos a mansões na capital paulista.

13 abr 2026 - 10h53
(atualizado às 11h16)
Em uma rua, os suspeitos colocaram câmera em um poste
Em uma rua, os suspeitos colocaram câmera em um poste
Foto: Reprodução/TV Globo

Uma quadrilha especializada em roubo a residências, conhecida como Gangue do Minotauro, instalava câmeras nas ruas e usava drones para monitorar a rotina dos moradores de bairros nobres de São Paulo. As imagens do monitoramento foram divulgadas pelo Fantástico, da TV Globo, no último domingo, 13.

Em um dos vídeos é possível ver imagens captadas por uma câmera que a quadrilha colocou em um poste. O aparelho ficava conectado à internet e gravava 24 horas por dia o que acontecia na rua, possibilitando que os suspeitos identificassem alvos e montassem uma estratégia detalhada para invadir suas casas. 

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Um dos casos envolveu uma joalheira, que não compartilhou sua identidade. Ela teve a casa invadida em uma madrugada, e ouviu dos bandidos que eles queriam "a mala", uma informação que já sabiam de antemão. A mala em questão era onde a mulher guardava as joias que vendia. Na situação, a joalheira e o filho foram rendidos por suspeitos armados. 

Além do uso da tecnologia, a quadrilha também contava com olheiros, que faziam a observação direta das casas antes de agir. Os assaltantes tinham ainda apoio de carros blindados que eram usados nas fugas. 

Os bandidos filmavam algumas das ações
Foto: Reprodução/TV Globo

Segundo a polícia, a ação do grupo era marcada por violência. Um dos integrantes, identificado como Terrorista, gravava vídeos dos assaltos, chegando a mostrar famílias rendidas ao fundo. Ele é um dos 16 suspeitos que já foram presos por participação no esquema. Ao todo, 25 pessoas já foram identificadas nas investigações. 

O líder da gangue é Diego Fernandes de Souza, conhecido como Minotauro, de 41 anos. Ele está preso desde setembro do ano passado. Na época, ele foi chamado pela polícia de "maior ladrão de casas de SP". As investigações apontam que o grupo estaria envolvido em ao menos 30 assaltos a mansões na capital paulista.

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Fonte: Portal Terra
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