Presidente do Sindicato dos Metroviários é preso em protesto na Paulista

Manifestantes foram encurralados pela Polícia Militar e se esconderam no shopping Pátio Paulista, onde depredaram um carro e uma loja

6 jun 2013 - 22h38
(atualizado em 7/6/2013 às 07h54)
<p>Após o confronto na região do Terminal Bandeira, os manifestantes se encaminharam para a avenida Paulista</p>
Após o confronto na região do Terminal Bandeira, os manifestantes se encaminharam para a avenida Paulista
Foto: Tercio Teixeira / Futura Press

Parte dos manifestantes contra o aumento da passagem de ônibus em São Paulo, que faziam um protesto com confronto com a Polícia Militar (PM) desde o início da tarde, se escondeu no shopping Pátio Paulista, no início da avenida Paulista, para fugir da repressão policial. A PM cercou o centro comercial e aguardou a a saída do grupo. A PM ainda não se pronunciou sobre a ação ou sobre o número de prisões, mas convocou uma entrevista coletiva para o final da noite desta quinta-feira. O presidente do Sindicato dos Metroviários, Altino de Melo, está entre os detidos.

Segundo o Movimento Passe Livre, uma das entidades organizadoras da manifestação, a "PM não fornece informações e dificulta ao máximo o direito de defesa dos detidos". O grupo acusa a polícia de impedir a entrada de advogados na delegacia "onde há um grande número de manifestantes presos".

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Ao entrar no shopping, os manifestantes quebraram o para-brisa de um carro que estava exposto no estabelecimento e o letreiro de uma loja. A polícia chegou a atirar gás na porta do centro comercial. A repressão policial contra a manifestação começou no Vale do Anhangabaú, quando o grupo queimou três catracas de papelão e cones de sinalização.

Um líder do Movimento Passe Livre, entidade que organizou o protesto, que se identificou apenas como Marcelo, atribuiu à ação policial o fato de o protesto ter fechado por alguns instantes a avenida 23 de Maio. No tumulto, passageiros do Terminal Bandeira e da Estação de Metro Anhangabaú também foram atingidos pelo gás lacrimogênio disparado pela polícia.

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No trajeto entre o Vale do Anhangabaú e o Shopping Pátio Paulista, passando pelas avenidas Nove de Julho e Paulista, pelo menos duas viaturas da São Paulo Transportes (SPTrans) e duas bancas de revistas foram depredadas. Ambas as avenidas tiveram o transito interrompido. No caminho o grupo foi perseguido pela tropa de choque da PM.

O ato de hoje estava programado para ser o primeiro de uma série de protestos contra o aumento que começou a vigorar no início da semana, passando de R$ 3 para R$ 3,20.

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Agência Brasil
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