Polícia descarta que homem morto por Rota tenha participado de atentado contra tenente Pimentel

Denúncia feita à PM na quarta-feira informava sobre possível relação de um suspeito com o caso. Homem foi atingido após troca de tiros e não resistiu

2 jul 2026 - 23h09

A polícia descartou que um homem morto pelas Rondas Ostensivas Tobias de Aguiar (Rota) em uma troca de tiros na zona leste de São Paulo na última quarta-feira, 1°, tenha envolvimento no atentado contra o tenente Ronickson Pimentel.

Uma denúncia feita à corporação na quarta informava sobre a possível relação de um suspeito com o caso. Os policiais foram ao local, na região de Guaianases, e foram recebidos a tiros pelo homem, segundo a PM. Os agentes reagiram e o indivíduo não resistiu.

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Nesta quinta-feira, 2, a Secretaria da Segurança Pública do Estado (SSP-SP) informou que o suspeito não tem ligação com a tentativa de homicídio contra Pimentel.

"A Polícia Militar esclarece que não atribui ao homem morto nesta quarta-feira (1º) a condição de suspeito da tentativa de homicídio contra o Tenente Pimentel", disse a pasta, em comunicado.

O tenente Ronickson Pimentel dos Santos foi baleado em São Caetano do Sul
O tenente Ronickson Pimentel dos Santos foi baleado em São Caetano do Sul
Foto: Reprodução/@r_pimentels via Instagam / Estadão

"A ocorrência foi registrada como morte decorrente de intervenção policial e segue sob investigação da Polícia Civil, por meio do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), com acompanhamento da PM", acrescentou.

Ronickson Pimentel foi alvo de uma série de disparos quando estava à paisana em um semáforo em São Caetano do Sul, na Grande São Paulo, no último sábado, 27. Ele foi surpreendido pelos criminosos, que se aproximaram em dupla, em uma motocicleta, e abriram fogo contra o tenente. Os suspeitos fugiram na sequência.

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O policial foi socorrido pelo helicóptero Águia e, desde então, segue internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Estadual Mário Covas, em Santo André.

Dois homens suspeitos de envolvimento no crime, de 40 e 52 anos, foram presos temporariamente no domingo, 28. Eles são investigados por prestar cobertura logística aos autores dos disparos, que seguem foragidos.

Na quarta-feira, a polícia informou que identificou o suspeito de efetuar os disparos. Em conversa com o Estadão, o secretário da Segurança Pública, Nico Gonçalves, disse que as investigações apontaram que um dos suspeitos envolvidos no crime monitorava a casa do policial antes do atentado. "Isso aconteceu há cerca de três meses", afirmou o chefe da pasta.

O Renault Logan de cor branca utilizado pelos criminosos circulava por São Caetano desde fevereiro, conforme o DHPP da Polícia Civil, que investiga o caso com suporte da Corregedoria da PM.

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Ronickson é o irmão mais velho de Eloá Pimentel, assassinada no sequestro mais longo da história de São Paulo, em outubro de 2008.

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