Suplente de vereador do PL em Bagé é preso em operação contra grupo que torturava crianças e animais

Na ocasião, a Polícia Federal investigava um suposto esquema de desvio de recursos públicos destinados ao abastecimento de veículos da Secretaria Municipal de Saúde de Bagé

2 jul 2026 - 20h01

Tiago Ximendes de Oliveira, quarto suplente de vereador pelo PL em Bagé, está entre os nove presos temporariamente na Operação Contra Barbariem, deflagrada nesta quinta-feira (2) pela Polícia Federal. A ação investiga um grupo suspeito de produzir, compartilhar e comercializar vídeos com cenas de extrema violência contra crianças e animais.

Segundo a investigação, o caso teve início após a análise do telefone celular de Tiago, apreendido em agosto de 2025 durante a segunda fase da Operação Free Fuel. Na ocasião, a Polícia Federal investigava um suposto esquema de desvio de recursos públicos destinados ao abastecimento de veículos da Secretaria Municipal de Saúde de Bagé. À época, Tiago atuava como coordenador do Posto de Atendimento Médico, o PAM-I.

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Durante a perícia no aparelho, os investigadores encontraram vídeos com cenas de tortura deliberada contra crianças, incluindo bebês, além de registros de maus-tratos a animais. Conforme a Polícia Federal, o material não possuía conotação sexual, mas mostrava práticas como asfixia, sufocamento e outras formas de violência extrema.

A descoberta levou à abertura de um novo inquérito, que resultou na Operação Contra Barbariem. De acordo com a Polícia Federal, não há relação entre a investigação sobre os desvios de recursos públicos e os crimes apurados na operação desta quinta-feira. A conexão entre os casos ocorreu apenas porque o conteúdo foi encontrado durante a perícia do celular apreendido.

As investigações apontam que a maior parte dos vídeos foi produzida entre abril e agosto de 2025, principalmente em Bagé, e era compartilhada e comercializada pela internet. Além das prisões temporárias, foram cumpridos mandados de busca e apreensão em Bagé, Candiota e Canoas. A Polícia Federal segue investigando a participação de cada um dos envolvidos no esquema criminoso.

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