Polícia conclui investigação sobre envio de cão morto à Câmara de Novo Hamburgo

A polícia informou que não foram encontrados registros de reclamações anteriores sobre o caso junto à prefeitura ou ao gabinete da vereadora. A mulher foi responsabilizada, em tese, pelos crimes de injúria real, descarte irregular e transporte inadequado de resíduos, além de maus-tratos a animais por omissão

10 jul 2026 - 09h07
(atualizado às 09h10)

A Polícia Civil concluiu nesta quinta-feira (9) a investigação sobre o envio de um cão morto à Câmara de Vereadores de Novo Hamburgo, no Vale do Sinos. O inquérito, conduzido pela 2ª Delegacia de Polícia do município, foi remetido ao Poder Judiciário. A acusada, identificada pelas iniciais F.B. da S., de 63 anos e sem antecedentes criminais, foi apontada como responsável pelo envio da carcaça do animal.

Segundo a investigação, o cão da raça pinscher estava sob a tutela da própria acusada e teria sido atacado por cães comunitários próximos à residência dela durante um passeio no sábado. Após o ataque, a mulher teria informado o caso ao vice-prefeito e tentado tratar o animal em casa, realizando a limpeza dos ferimentos e administrando medicamentos. Ela alegou não ter condições financeiras para levar o cachorro a atendimento veterinário devido a gastos recentes com um problema de saúde pessoal.

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O animal morreu na madrugada de domingo para segunda-feira. Na manhã seguinte, a acusada teria contratado um motorista de aplicativo para entregar uma caixa na Câmara de Vereadores de Novo Hamburgo, aos cuidados de uma parlamentar ligada à causa animal. Dentro do recipiente estava a carcaça do cão. Conforme a polícia, o motorista não tinha conhecimento do conteúdo transportado e não teve participação no caso.

De acordo com a investigação, o envio do animal morto teria sido uma forma de protesto contra uma suposta omissão do poder público em relação aos cães comunitários que vivem na região e que, segundo a acusada, já teriam causado a morte de outro animal. A polícia informou que não foram encontrados registros de reclamações anteriores sobre o caso junto à prefeitura ou ao gabinete da vereadora. A mulher foi responsabilizada, em tese, pelos crimes de injúria real, descarte irregular e transporte inadequado de resíduos, além de maus-tratos a animais por omissão. O crime de ameaça não foi configurado, pois a investigação concluiu que a ação teve caráter de protesto, e não de intimidação.

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