Polícia Civil prende líder de facção criminosa de Porto Alegre

Investigado por homicídios e logística de armas, suspeito assumiu o comando do grupo após a morte de "Nego Jackson"

11 jul 2026 - 09h07

A Polícia Civil prendeu, na noite desta sexta-feira (10), Marcos da Silva Oliveira, de 36 anos, apontado como uma das principais lideranças do primeiro escalão de uma facção criminosa baseada em Porto Alegre e na Região Metropolitana. Conhecido como "Marquinhos", o criminoso estava foragido desde fevereiro e foi capturado no município de Getúlio Vargas, no Norte do estado, em cumprimento a um mandado de prisão preventiva por um homicídio cometido em 2016 na capital gaúcha.

Foto: Policia Civil/Divulgação / Porto Alegre 24 horas

De acordo com o Departamento Estadual de Investigações do Narcotráfico (Denarc), Marquinhos assumiu o comando da organização após a execução de Jackson Peixoto Rodrigues, o "Nego Jackson", antigo chefe do grupo morto dentro da Penitenciária Estadual de Canoas (Pecan). As investigações apontam que o suspeito gerenciava a estrutura financeira e a logística de distribuição de drogas e armas da facção.

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Cerco policial e conexões internacionais

A captura foi coordenada pelo delegado Joel Wagner após informações de inteligência indicarem que o foragido estava se deslocando do Paraná em direção ao território gaúcho. Para evitar a prisão, o suspeito desviou de postos fixos da Polícia Rodoviária Federal (PRF) utilizando rotas alternativas. A manobra motivou uma ação conjunta que mobilizou o Denarc, a PRF e a Brigada Militar, resultando no bloqueio da rodovia RS-135 e na interceptação do veículo.

As autoridades destacam que o investigado possui forte articulação na fronteira com o Paraguai, mantendo alianças com o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV). Além de possuir antecedentes criminais no Brasil por tráfico, homicídio e porte ilegal de arma, Marquinhos é investigado pela Polícia Judiciária do Paraguai por envolvimento em um duplo homicídio em Assunção, ocorrido em 2017, no qual uma das vítimas era secretário do narcotraficante Jarvis Chimenes Pavão.

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