Polícia Civil investiga agressão contra criança de 10 anos no bairro Vera Cruz, em Passo Fundo

Pai denuncia padrasto por lesões nas costas do filho; mãe apresenta versão divergente e assume autoria das agressões

21 mar 2026 - 09h21

A Polícia Civil, por meio da Delegacia de Polícia de Pronto Atendimento (DPPA) de Passo Fundo, registrou na tarde desta sexta-feira (20) uma ocorrência de violência doméstica contra um menino de 10 anos. O caso ocorreu em uma residência na Rua Gravataí, no bairro Vera Cruz, e mobilizou as autoridades após marcas de agressão serem identificadas no corpo da criança.

Foto: Reprodução Redes Sociais / Porto Alegre 24 horas

A denúncia foi formalizada pelo pai do menor, que foi alertado pela irmã da vítima sobre hematomas nas costas do menino. De acordo com o relato inicial, a própria criança confirmou ter sido agredida por não obedecer a ordens domésticas, apontando o padrasto como o autor dos golpes e manifestando medo do suspeito.

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Versões Conflitantes e Medidas Protetivas

O caso apresenta divergências nos depoimentos colhidos pela polícia:

Versão da Criança: Reitera que o padrasto foi o responsável pelas agressões.

Versão da Mãe: Alegou às autoridades que ela própria agrediu o filho, tentando isentar o companheiro de culpa.

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Diante do cenário de vulnerabilidade e de relatos sobre o histórico de violência no ambiente familiar, o pai solicitou medidas protetivas de urgência contra a mãe e o padrasto. Devido à sua rotina de trabalho com viagens frequentes, ele pediu que a guarda provisória permaneça com a avó materna, que já presta assistência ao neto.

Investigação e Provas Periciais

A Polícia Civil solicitou o exame de corpo de delito junto ao Instituto-Geral de Perícias (IGP) para documentar a extensão das lesões e subsidiar o inquérito. O caso é tratado com prioridade, conforme as diretrizes de proteção à criança e ao adolescente.

Embora o convívio entre pai e filho estivesse interrompido por vias judiciais há dois anos, o pai manifestou o desejo de representar criminalmente contra os envolvidos. No momento, o menino encontra-se em segurança sob os cuidados do pai até que a Justiça defina as próximas etapas do processo.

Proteção Integral: O Papel do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA)

Casos de agressão física, mesmo sob pretexto de "correção disciplinar", são proibidos pela Lei Menino Bernardo (Lei nº 13.010/2014), que alterou o ECA para garantir o direito de crianças e adolescentes serem educados sem o uso de castigos físicos ou tratamentos cruéis.

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Como denunciar violência infantil:

Conselho Tutelar: Atendimento direto e encaminhamento de medidas de proteção.

Disque 100: Canal nacional para denúncias de violações de direitos humanos.

Polícia Civil: Registro de ocorrência presencial ou pela Delegacia Online.

Com informações: Jeferson Vargas / Grupo Planalto de Comunicação

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