A policial militar Gisele Alves avisou ao tenente-coronel Geraldo Neto que estava “praticamente solteira”, cinco dias antes de ser morta no apartamento do casal em 18 de fevereiro.
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O conteúdo da Polícia Civil ao qual o Terra teve acesso mostra que o marido da PM reagiu de maneira agressiva à mensagem: “Jamais! Nunca será!". Essa troca de mensagens aconteceu em 13 de fevereiro.
O documento também reforça a postura de Neto com “machismo, controle e exigência de submissão”. Por diversas vezes, ele afirma que ela deve submissão a ele “enquanto estiver casada e vivendo” em sua casa.
No diálogo, ele ainda se coloca como "autoridade de Macho Alfa provedor” e afirma que ela deve ser “fêmea beta obediente e submissa. Como toda mulher casada deve ser".
Os dados extraídos do celular também mostram Gisele pedindo o divórcio por inúmeras vezes, “motivada por agressões verbais, falta de respeito, desconfiança de traições e um tratamento que ela descrevia como humilhante”.
“Quero o divórcio” e “se considere divorciado” estão entre as mensagens enviadas pela policial militar ao pedir para o tenente-coronel enviar os documentos da separação.
As conversas também revelam que Neto tinha acesso às redes sociais da esposa. Outro aspecto levantado pelas conversas é a violência psicológica e agressão física contra a policial.
"Ontem enfiou a mão na minha cara", disse Gisele em uma conversa ao se referir a uma discussão no dia anterior. De acordo com ela, o marido sequer teve coragem de assumir a agressão.
Outra mensagem mostra a policial reclamando de estar sendo “tratada de qualquer jeito” pelo então companheiro. Ele, por sua vez, responde ser “mais que um príncipe” e passa a listar adjetivos.
O Terra entrou em contato com a defesa de Geraldo Neto, mas não obteve retorno até a publicação desta matéria. O espaço segue aberto para manifestações. Ele está preso desde quarta, 18, sob a acusação de matar Gisele com um tiro na cabeça.