O soldado da PM Djavan Roger Fritsch foi indiciado pela Justiça Militar e pela Polícia Civil por abandonar o serviço e atirar contra o mecânico Willian Wink em Sobradinho (RS). Motivado por desavenças sobre barulho na oficina, o policial efetuou disparos que feriram a vítima, que sobreviveu. Fritsch responde por tentativa de homicídio qualificado, lesão corporal e abandono de posto. Ele está afastado e sob prisão preventiva na ala psiquiátrica do Hospital da Brigada Militar.
A Justiça Militar concluiu o inquérito que investigou a conduta do soldado Djavan Roger Fritsch, acusado de deixar o posto durante o serviço e atirar contra o proprietário de uma oficina mecânica em Sobradinho, na Região dos Vales. O policial foi indiciado pelos crimes de abandono de posto e lesão corporal.
Fritsch permanece preso preventivamente e está internado na ala psiquiátrica do Hospital da Brigada Militar, em Porto Alegre. Segundo a corporação, ele continua afastado das funções. Uma eventual volta ao trabalho dependerá de avaliações médicas e administrativas.
O caso também é investigado pela Justiça comum. O policial foi indiciado pela Polícia Civil e denunciado pelo Ministério Público por tentativa de homicídio qualificado e lesão corporal. O processo poderá ser encaminhado ao Tribunal do Júri.
O episódio aconteceu em 1º de agosto. Conforme a investigação, o soldado estava em serviço em Passa Sete quando deixou o local e foi até a oficina do mecânico Willian Wink, em Sobradinho. No estabelecimento, os dois discutiram e, na sequência, o policial efetuou disparos contra a vítima.
Segundo a apuração, foram quatro tiros, sendo que três atingiram Willian. O mecânico foi socorrido e levado para um hospital de Cachoeira do Sul, onde passou por cirurgias e permaneceu internado. Ele deixou a Unidade de Terapia Intensiva (UTI) no dia 17 de agosto, mas continua em recuperação.
Imagens de câmeras de segurança analisadas pela Polícia Civil registraram parte do confronto e os disparos feitos pelo policial. A investigação aponta ainda que o desentendimento entre o PM e o proprietário da oficina já durava cerca de dois anos.
O estabelecimento era alvo de reclamações de moradores por causa do barulho provocado durante testes em motocicletas. Pelo menos sete ocorrências por perturbação do sossego teriam sido registradas pela família do policial e por outros moradores. Não foi informado o andamento desses casos.
Após o episódio, Fritsch se apresentou à Brigada Militar e entregou a arma utilizada nos disparos. Ele foi levado inicialmente ao Presídio Policial Militar, em Porto Alegre.
A Brigada Militar informou que o policial efetuou quatro disparos durante uma discussão motivada por desavenças pessoais. Segundo a corporação, três tiros atingiram o mecânico, que foi encaminhado ao hospital de Cachoeira do Sul.
As investigações nas duas esferas seguem para esclarecer as circunstâncias do episódio e definir as responsabilidades do policial pelos crimes atribuídos a ele.