Pai que jogou o próprio filho de ponte no RS pega mais de 83 anos de prisão

O Tribunal do Júri da comarca de São Gabriel concluiu, nesta quarta-feira (4), um dos julgamentos mais impactantes da história recente do Rio Grande do Sul. O réu acusado pelo Ministério Público estadual (MPRS) de arremessar o próprio filho de cinco anos, Théo Ricardo Felber, de uma ponte foi condenado a uma pena acumulada de […]

7 nov 2026 - 16h47
Resumo
O Tribunal do Júri de São Gabriel (RS) condenou a mais de 83 anos de prisão o homem que matou o filho de 5 anos, arremessando-o de uma ponte de 15 metros no Rio Vacacaí. O crime, motivado por vingança contra a ex-companheira após o término da relação, causou a morte da criança por traumatismo cranioencefálico. A sentença determinou execução imediata em regime fechado, além do pagamento de R$ 100 mil de indenização à família da vítima por homicídio qualificado, tentativa de homicídio e ameaça.

O Tribunal do Júri da comarca de São Gabriel concluiu, nesta quarta-feira (4), um dos julgamentos mais impactantes da história recente do Rio Grande do Sul. O réu acusado pelo Ministério Público estadual (MPRS) de arremessar o próprio filho de cinco anos, Théo Ricardo Felber, de uma ponte foi condenado a uma pena acumulada de 83 anos e 4 meses de reclusão, além de 2 meses e 20 dias de detenção. A sessão, que mobilizou a comunidade local, resultou em uma sentença exemplar por homicídio qualificado consumado, tentativa de homicídio qualificado e ameaça.

Além da longa pena em regime inicial fechado, o colegiado determinou a execução imediata da sentença e fixou o pagamento de uma indenização mínima de R$ 100 mil aos familiares da vítima. A acusação em plenário foi conduzida pelas promotoras de Justiça Maria Fernanda Rabelo Ramalho e Graziela Lorenzoni, que enfatizaram o peso da resposta institucional diante de um crime de extrema brutalidade e repercussão nacional.

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A apuração do caso revelou que a agressão ocorreu em março do ano anterior, culminando com o arremesso da criança viva da ponte sobre o Rio Vacacaí, de uma altura aproximada de 15 metros. O laudo técnico apontou traumatismo cranioencefálico como causa da morte, motivada por um ato de vingança do réu contra a mãe do menino após o término do relacionamento do casal.

O julgamento estendeu-se por mais de 12 horas, iniciando por volta das 10h e encerrando perto das 23h. Durante a instrução em plenário, foram ouvidas oito pessoas, incluindo a mãe da vítima, testemunhas de acusação e defesa, e o próprio réu. Com a decisão do Conselho de Sentença, o processo marca um capítulo definitivo na busca por justiça pelo caso que chocou o país.

MPRS.

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