Operação Sombra Digital: Esquema de Eextorsão com base em presídio é desarticulado em Porto Alegre

Polícia Civil aponta que detento comandava rede criminosa especializada em chantagear vítimas com ameaças de vazamento de conteúdo íntimo na internet.

17 out 2026 - 16h50
Resumo
A Polícia Civil do RS deflagrou a Operação Sombra Digital para desarticular um esquema de extorsão comandado por um detento da Cadeia Pública de Porto Alegre. Com apoio externo de familiares e contas PIX de terceiros, o grupo ameaçava divulgar fotos e conversas íntimas de vítimas no WhatsApp caso não recebesse R$ 10 mil. A ação cumpriu nove mandados de busca na capital e em celas, apreendendo celulares, chips e documentos bancários usados para mapear a movimentação financeira dos criminosos.

A Polícia Civil do Estado do Rio Grande do Sul deflagrou, nesta sexta-feira (16), a Operação Sombra Digital, uma ofensiva coordenada pela Delegacia de Polícia de Investigações Cibernéticas Especiais (Dicesp/Dercc). A ação teve como objetivo principal desarticular um esquema sofisticado de extorsão digital, resultando no cumprimento de nove mandados de busca e apreensão em Porto Alegre, abrangendo tanto endereços em bairros da Capital quanto uma cela na Cadeia Pública.

Foto: Divulgação / Polícia Civil / Porto Alegre 24 horas

De acordo com as apurações da especializada, o núcleo da organização criminosa operava de dentro do sistema prisional. Um detento apontado como o principal articulador do grupo comandava as ações criminosas com o apoio de familiares e colaboradores externos. Para dificultar a identificação policial, os suspeitos utilizavam múltiplas linhas telefônicas, aparelhos celulares compartilhados e chaves PIX registradas em nomes de terceiros para o recebimento dos valores exigidos.

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O caso veio à tona após uma vítima registrar boletim de ocorrência relatando que, desde o início de agosto de 2026, recebia mensagens via WhatsApp com exigências financeiras. Sob a ameaça de divulgar imagens e conversas privadas para familiares e colegas de trabalho, os criminosos exigiam o pagamento de R$ 10 mil. O conteúdo era enviado utilizando o recurso de visualização única do aplicativo, manobra adotada para tentar apagar rastros e dificultar a produção de provas materiais pela vítima.

Com o avanço das análises telemáticas, cadastrais e financeiras, a equipe da Dicesp conseguiu mapear o fluxo do dinheiro e identificar os envolvidos. Durante a operação desta sexta-feira, foram apreendidos celulares, chips de operadoras, documentos bancários e comprovantes de transações. O Diretor Operacional do Dercc, delegado Filipe Borges Bringhenti, enfatizou que o pretenso anonimato virtual não protege criminosos, destacando que a tecnologia policial permite rastrear e alcançar autores de crimes cibernéticos independentemente de onde tentem se esconder.

PC.

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