Operação Pente-Fino: Mais de 2 mil detentos são revistados na Zona Sul do RS

Ação coordenada pela Polícia Penal mobilizou mais de 200 agentes em presídios de Rio Grande, Pelotas e Camaquã nesta sexta-feira (16).

17 out 2026 - 16h12
Resumo
Uma megaoperação da Polícia Penal revistou cerca de 2 mil detentos em presídios de Rio Grande, Pelotas e Camaquã, no Rio Grande do Sul. A ação mobilizou mais de 200 agentes e grupos táticos especializados com o objetivo de apreender materiais ilícitos e combater o crime organizado. Vinculada ao programa RS Seguro, a iniciativa visa manter a ordem nas prisões e enfraquecer facções para reduzir a criminalidade fora do sistema carcerário.

A Secretaria de Estado de Segurança Pública intensificou o cerco ao crime organizado na região sul do Rio Grande do Sul. Nesta sexta-feira (16), uma megaoperação de revista geral coordenada pela 5ª Delegacia Regional da Polícia Penal (DRPP) movimentou aproximadamente 2.000 detentos em três importantes estabelecimentos prisionais do Estado: a Penitenciária Estadual de Rio Grande (PERG), o Presídio Regional de Pelotas (PRP) e o Presídio Estadual de Camaquã (Pecam).

Foto: Divulgação Polícia Penal / Porto Alegre 24 horas

Para garantir a execução segura e minuciosa das vistorias, a mobilização contou com um efetivo superior a 200 policiais penais. O planejamento tático envolveu tropas especializadas, incluindo o Grupo de Ações Especiais (Gaes) e os Grupos de Intervenção Rápida (GIR) das 1ª, 5ª e 10ª regiões penitenciárias, além do apoio do Departamento de Segurança e Execução Penal (DSEP) e da Inteligência Penitenciária.

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As inspeções gerais periódicas integram as diretrizes estratégicas do programa RS Seguro, voltado ao combate sistemático à criminalidade. De acordo com a superintendente adjunta da instituição, Samantha Longo, a manutenção rigorosa da ordem e da disciplina no ambiente carcerário é um pilar determinante para o sucesso da política de segurança pública gaúcha, impulsionada por investimentos em inteligência e qualificação de efetivo.

A iniciativa tem como meta principal impedir a entrada, circulação e permanência de materiais ilícitos incompatíveis com o sistema prisional. O delegado da 5ª DRPP, Eduardo Vieira, ressalta que a desestabilização das estruturas criminosas dentro dos presídios gera reflexos diretos na segurança externa, consolidando índices positivos na Zona Sul através de um trabalho integrado entre as forças de segurança.

Polícia Penal.

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