O que se sabe sobre o desabamento de um prédio de 4 andares no Brás, região central de São Paulo

35 pessoas estavam dentro do imóvel e quatro sofreram ferimentos leves; causas ainda não foram esclarecidas

6 nov 2026 - 21h38
(atualizado às 21h45)
Resumo
Um prédio comercial de quatro andares desabou no Brás, centro de São Paulo, na tarde de sexta-feira (6). O Corpo de Bombeiros resgatou 27 pessoas e quatro tiveram ferimentos leves; outras oito saíram antes do socorro. Segundo a Segurança Pública, o excesso de peso de contêineres descarregados no mezanino pode ter iniciado o colapso, mas as causas oficiais ainda são apuradas pela perícia. Este é o segundo desabamento de grande gravidade registrado na capital paulista em menos de dois meses.

Um prédio de quatro andares desabou no final da tarde desta sexta-feira, 6, na altura do número 192, da Rua Maria Joaquina, no Brás, região central de São Paulo. A Polícia Militar e o Corpo de Bombeiros estão no local e atendem a ocorrência. O local está totalmente isolado. Informações iniciais indicam que uma loja de roupas funcionava no prédio.

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Desabamento ocorreu na Rua Maria Joaquina, no Brás.
Desabamento ocorreu na Rua Maria Joaquina, no Brás.
Foto: Polícia Militar/Divulgação / Estadão

De acordo com a capitã Karoline Magalhães, porta-voz do Corpo de Bombeiros, 35 pessoas estavam dentro do imóvel, sendo que oito conseguiram sair antes da chegada da corporação. Os 27 que permaneceram foram resgatados e quatro foram encaminhados para a UPA da Mooca com ferimentos leves e quadro estável.

As causas do desabamento ainda não foram esclarecidas. A prioridade agora é verificar e confirmar que não há outras vítimas no imóvel. Para isso, cães farejadores atuam no local.

Prédio desabou no Brás, região central da capital.
Foto: Reprodução/TV Globo / Estadão

Imagens mostram o local sob uma pilha de escombros, concreto quebrado e metal retorcido. Apenas a estrutura fachada segue de pé.

O secretário da Segurança Pública, Osvaldo Nico Gonçalves, disse que conversou com a proprietária da loja - a mulher seria chinesa e não teve a sua identidade revelada. "Ela recebeu dois containers. Um foi descarregado de manhã e ela levou para cima. Depois das 18, começaram a descarregar o outro, por isso tinham 35 pessoas no local. A perícia ainda vai apontar, mas a queda começou no mezanino, em cima, onde ele colocou muito peso", disse.

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Bombeiros verificaram se há alguém sob os escombros.
Foto: Reprodução/TV Globo / Estadão

Os Bombeiros foram acionados por volta das 18h40. A corporação informou empenhou 51 homens e 17 viaturas até o local.

A Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) precisou bloquear a Rua Maria Joaquina, a Rua Xavantes com a Rua Mendes Jr. e a Rua Oriente com a Rua Xavantes. Trata-se de um dos principais centros de comércio popular da capital paulista.

As causas do desabamento ainda não foram esclarecidas.
Foto: Reprodução/TV Globo / Estadão

Segundo caso em menos de 60 dias

Trata-se do segundo caso de desmoronamento com gravidade na capital em menos de 60 dias. Em 12 de setembro, seis pessoas morreram, incluindo uma criança, após o desabamento de um prédio em construção sobre uma casa na Penha, também na zona leste paulistana.

Um homem apontado como sócio-proprietário oculto da construtora responsável pela construção do edifício foi preso temporariamente. Outros dois mandados de prisão temporária foram expedidos contra representantes da empresa, que chegou a ter seus empreendimentos bloqueados na cidade.

O engenheiro Fabio José de Oliveira, que vistoriou o prédio que desabou, identificou falhas graves e risco de colapso na construção, conforme depoimento prestado à Controladoria-Geral do Município de São Paulo (CGM) em 18 de setembro. A liberação da obra pela fiscalização municipal se tornou alvo de investigação.

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