A Polícia Civil investiga a morte de Vilmar Pereira da Silva, de 49 anos, na sala de espera da Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do Recanto das Emas, no Distrito Federal, no último sábado, 20. Vídeos que circulam nas redes sociais mostram o homem sentado em uma cadeira de rodas, com os braços e a cabeça caídos, na recepção da unidade de saúde.
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O que aconteceu?
Segundo o Instituto de Gestão Estratégica em Saúde (Iges-DF), que faz a gestão da UPA, por volta das14h30, pessoas que estavam no local perceberam que ele não apresentava sinais vitais. Foi quando a equipe da UPA realizou avaliação e constatou o óbito. Essa versão foi confirmada por outros pacientes à TV Globo.
"Apalpei ele no pescoço e vi que não tinha mais pulso. Logo eu alarmei, falei 'ó, tá morto'. Veio um profissional [da UPA] e disse que não estava morto, entrou e ficou por lá", contou a enfermeira Mayela Lima, que estava no local em busca de atendimento para a filha, à emissora.
Não esperava por atendimento
Vilmar era uma pessoa em situação de vulnerabilidade social e “não aguardava atendimento médico no momento da ocorrência”, conforme o Instituto. "Na data do ocorrido, não possuía ficha de atendimento aberta e não havia passado por classificação de risco ou qualquer outro procedimento assistencial. Conhecido pelas unidades de saúde, o homem frequentava o local com regularidade em razão de sua condição de vulnerabilidade social", informou.
Embora a Iges tenha negado, quem estava no local afirmou à emissora que ele estava ali há pelo menos quatro horas esperando para ser atendido.
Costumava pernoitar no local
Em uma nota publicada nas redes sociais neste domingo, 21, o secretário de Saúde do DF, Juracy Cavalcante, disse que o homem de 49 anos era cadeirante e costumava "costumava pernoitar no local". No post, ele também diz que pediu a abertura de uma sindicância para apurar o caso.
“Não admitiremos nem aceitaremos qualquer indício de omissão ou ausência de atendimento a qualquer cidadão que busque assistência em nossa rede de saúde”, declarou.
Cavalcante também se solidarizou com familiares da vítima e pediu que eles fossem avisados sobre o óbito.
Polícia investiga
O Instituto também disse que a Polícia Militar e a Polícia Civil foram acionadas para os procedimentos legais e apuração das circunstâncias do óbito. Além disso, a filha do homem foi comunicada e recebeu acolhimento e orientações da equipe de Serviço Social da unidade.
O Terra solicitou às equipes mais informações sobre o caso, mas não teve retorno até o momento.