Alerta de gatilho: Esta reportagem contém relatos de abuso sexual. O conteúdo pode ser sensível para algumas pessoas. Se você ou alguém que você conhece passou por uma situação de violência, saiba que existe ajuda disponível. Em caso de pedido de ajuda urgente, entre em contato com a Polícia Militar (190) ou Samu (192). Para fazer denúncia, disque 180 (Central de Atendimento à Mulher (gratuito e anônimo) ou disque 100: Direitos Humanos (focado em crianças e adolescentes).
Novos depoimentos de jovens revelam a barbárie dos suspeitos investigados pelo caso de estupro coletivo contra uma adolescente de 17 anos em Copacabana, na zona sul do Rio de Janeiro. Após a repercussão do crime ocorrido em 31 de janeiro, outras duas vítimas relataram episódios semelhantes envolvendo homens apontados na investigação.
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Uma das jovens contou que foi vítima anos antes, quando tinha apenas 14 anos. O relato veio à tona depois que os suspeitos e um adolescente foram denunciados. Os identificados são: Bruno Felipe dos Santos Allegretti e Vitor Hugo Oliveira Simonin, ambos de 18 anos, Mattheus Veríssimo Zoel Martins e João Gabriel Xavier Bertho, que têm 19.
Segundo a família, em entrevista ao Fantástico, a vítima decidiu revelar o que havia acontecido após o caso recente se tornar público. "Ela disse que há três anos atrás tinha acontecido a mesma coisa com ela". Ela afirma ter sido vítima de pelo menos dois dos homens denunciados.
Outra jovem também se manifestou e relatou um episódio ocorrido no ano passado, envolvendo Vitor Hugo Oliveira Simonin. Segundo ela, os dois eram colegas de escola e estavam em uma festa quando ocorreu a agressão.
"Teve uma hora que ele pediu para eu praticar sexo oral nele. Eu falei que não ia fazer aquilo, muito menos ali. Enquanto a gente se beijava, ele começou a tentar empurrar minha cabeça para baixo. Eu falei 'Vitor, eu não vou fazer isso'. Ele continuou. Minhas pernas meio que cederam, eu caí, ele começou a forçar".
A jovem disse que conseguiu sair da situação quando se levantou e um segurança apareceu no local. "Foi só quando o caso estourou que eu vi, eu falei: realmente, aquilo ali foi um estupro e eu preciso falar sobre isso". Ela também afirma que, após o episódio, recebeu mensagem do adolescente apreendido no caso mais recente convidando-a para ir a um apartamento. Ela não aceitou.
Os relatos surgiram após o caso da adolescente de 17 anos que denunciou ter sido vítima de violência sexual em um apartamento em Copacabana. O irmão foi a primeira pessoa a quem ela contou o que havia acontecido. "Ela estava em posição fetal, enrolada numa coberta, chorando muito", relatou.
Segundo a avó da jovem, ela apresentava diversos sinais de agressão quando chegou em casa. "Eram um roxo preto e muitas partes pretas. Eu fiquei apavorada. Quando ela relatou a quantidade de pessoas, eu entendi".
A família afirma que a adolescente tinha hematomas contínuos que iam da axila até a coxa. De acordo com o relato da vítima, quatro homens e um adolescente participaram da violência.
A jovem contou que o encontro teria começado de forma consensual, mas, quando os demais denunciados entraram no quarto, ela pediu para parar. Segundo o relato familiar, ela teria sido agredida após insistir para interromper o ato. "Eles subiram na cama e continuaram chutando, chutando, chutando a minha filha".