Três adolescentes são apreendidos por estupro coletivo de 2 crianças em SP; adulto está foragido

Agressores gravaram a violência e compartilharam em rede social. Segundo a Prefeitura, vítimas, de 7 e 10 anos, são acompanhadas pelo Conselho Tutelar, assistentes sociais, profissionais de saúde e programa de acolhimento

1 mai 2026 - 14h49
(atualizado às 15h11)

Alerta: o texto abaixo aborda temas sensíveis como violência infantil, violência sexual e estupro de vulnerável. Se você se identifica ou conhece alguém que está passando por esse tipo de problema, ligue 100 ou 190, e denuncie.

A Polícia Civil de São Paulo apreendeu nesta quinta-feira, 30, três adolescentes por estupro coletivo de vulneráveis após denúncias sobre vídeos que mostram o abuso sexual de duas crianças, uma de 7 e outra de 10 anos.

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As autoridades ainda buscam por um adulto, que está foragido na Bahia, e um quarto adolescente, ambos envolvidos no ato. O Tribunal de Justiça paulista ainda não autorizou o mandado de prisão no outro Estado solicitado pelo delegado responsável pelo caso. Procurada, a corte disse apenas que não comenta decisões judiciais.

As vítimas estão sendo acompanhadas pelo Conselho Tutelar de São Miguel Paulista, por assistentes sociais e profissionais de saúde e pelo Projeto Bem-Me-Quer, programa de acolhimento do governo estadual a vítimas de violência sexual.

O subprefeito de São Miguel Paulista, Divaldo Rosa, em vídeo divulgado nas redes sociais: “Este caso é revoltante, ele choca e ele não pode ser tratado como algo normal. Os abusadores agem na maioria das vezes na sombra do medo, da omissão e da falta de denúncia aos órgãos públicos.”
O subprefeito de São Miguel Paulista, Divaldo Rosa, em vídeo divulgado nas redes sociais: “Este caso é revoltante, ele choca e ele não pode ser tratado como algo normal. Os abusadores agem na maioria das vezes na sombra do medo, da omissão e da falta de denúncia aos órgãos públicos.”
Foto: @divaldorosa via Instagram / Estadão

"Este caso é revoltante, ele choca e ele não pode ser tratado como algo normal. Os abusadores agem na maioria das vezes na sombra do medo, da omissão e da falta de denúncia aos órgãos públicos", afirmou o subprefeito Divaldo Rosa. "Se você souber de algum caso de abuso contra a criança, faça uma denúncia anônima pelo disque 100. Você pode estar salvando uma vida. Proteger as crianças é dever de todos nós."

O Estadão não conseguiu contato com a defesa dos adolescentes, nem do foragido. A reportagem procurou o Ministério Público e a Defensoria Pública, mas não teve retorno.

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