A Justiça Federal decidiu manter a prisão preventiva do policial militar Daniel Machado Figueiró, acusado pelo assassinato do delegado da Polícia Federal Michel Brasil Saliba. A resolução atendeu a uma manifestação do Ministério Público Federal (MPF), que se posicionou contra o pedido da defesa para a conversão da prisão em medidas cautelares ou regime domiciliar.
Na sustentação do órgão ministerial, apontou-se a existência de risco com a eventual soltura do acusado, considerando a conduta violenta apresentada no momento da abordagem policial. O brigadiano segue recolhido no presídio militar de Porto Alegre, enquanto os advogados de defesa argumentam que a prisão cautelar é medida excessiva e que a ordem pública poderia ser assegurada por outros mecanismos legais.
O crime ocorreu em 2 de julho, no bairro Vila Rodrigues, em Passo Fundo, durante a execução de um mandado de busca e apreensão no apartamento da companheira do militar. Na ocasião, o delegado Saliba foi atingido por três disparos no tórax e nas costas, falecendo horas depois no Hospital São Vicente de Paulo. A Brigada Militar informou que o agente envolvido estava afastado do serviço para tratar de assuntos particulares e que a Corregedoria-Geral acompanha os desdobramentos do processo.