Um jovem de 23 anos que se oferecia para cuidar de crianças foi preso em Viamão (RS) suspeito de cometer abusos e produzir material pornográfico infantil. A prisão ocorreu na Operação Refúgio, da Polícia Civil, considerada a maior ofensiva contra crimes sexuais infantojuvenis no estado. A ação cumpriu dez mandados em seis municípios gaúchos, deteve três homens e coletou material genético dos investigados para cruzamento no Banco Nacional de Perfis Genéticos.
Um jovem de 23 anos que se oferecia para cuidar de crianças foi preso em Viamão, na Região Metropolitana de Porto Alegre, durante uma operação da Polícia Civil contra suspeitos de produção, armazenamento e compartilhamento de material de abuso sexual infantil. A Operação Refúgio foi realizada entre quarta-feira (4) e sexta-feira (6), em seis municípios gaúchos, e terminou com três homens presos. Ao todo, a ofensiva mobilizou 80 policiais e cumpriu 10 mandados de prisão e de busca e apreensão.
Conforme a investigação, o jovem preso em Viamão se aproximava de famílias da vizinhança e se oferecia para cuidar de crianças. Ele é suspeito de armazenar conteúdo ilegal e também de produzir imagens de abuso sexual infantojuvenil. A Polícia Civil apura se ele chegou a cometer abusos contra crianças que estavam sob seus cuidados.
Segundo o delegado André Mocciaro, diretor da Divisão Especial da Criança e do Adolescente (Deca), ao menos uma vítima foi identificada. Outros dois possíveis casos também estão sob investigação.
A apuração busca esclarecer como o suspeito se aproximava das famílias e se era contratado para cuidar das crianças ou se aproveitava da proximidade com os moradores para ter acesso às possíveis vítimas.
Em uma ação considerada pioneira, os presos foram encaminhados para coleta de material genético, com o objetivo de integrar os perfis ao Banco Nacional de Perfis Genéticos. Após as detenções, a Polícia Civil solicita autorização judicial para a extração do material genético dos suspeitos. A medida permite cruzar as informações com registros existentes e pode contribuir para esclarecer outros crimes ainda sem solução.
A Operação Refúgio reuniu diferentes investigações, sem relação entre si, sobre produção, armazenamento e compartilhamento de material de abuso sexual infantil, além de estupro de vulnerável. As ações ocorreram em Porto Alegre, Canoas, Viamão, Santa Cruz do Sul, Caxias do Sul e Vila Maria.
Equipes do Instituto-Geral de Perícias (IGP) também participaram da operação, auxiliando na análise dos materiais apreendidos e na identificação de possíveis vítimas.
De acordo com a Polícia Civil, a operação é considerada a maior já realizada no Rio Grande do Sul contra esse tipo de crime.