Itaim Bibi lidera aumento de roubos e furtos em SP; veja ranking das regiões com maiores altas

Consolação é 2º ranking, enquanto Vila Amália está em 3º entre os distritos com maior avanço; secretaria diz que as atuam com os mesmos critérios em todas as regiões do Estado, sem distinção em razão do perfil do bairro

21 set 2026 - 11h11
(atualizado às 11h34)
Resumo
Segundo a SSP, o Itaim Bibi liderou o aumento de roubos e furtos em São Paulo em julho de 2026, com alta de 28% (580 casos), seguido por Consolação (26%) e Vila Amália (20,3%). Na contramão, o Jardim Herculano teve a maior queda (-49,2%), acompanhado por Jardim Noemia (-39,3%) e Vila Santa Maria (-38,8%). Apesar de altas pontuais, o acumulado do ano na capital registrou recuo geral de 13,92% em roubos e 3,06% em furtos, com a SSP ressaltando o policiamento estratégico baseado em indicadores criminais.

O Itaim Bibi (15º DP), na zona sul de São Paulo, ocupa o topo do ranking de crescimento no número de roubos e furtos entre os distritos a cidade. Foram 580 ocorrências em julho de 2026, ante 453 no mesmo mês de 2025, o que corresponde a uma alta de 28%.

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Logo depois aparece a Consolação (4º DP), onde o total aumentou de 612 para 771 ocorrências, crescimento de 26%. Na terceira posição está a Vila Amália (38º DP), com avanço de 192 para 231 registros, variação de 20,3% no período.

Os dados são da Secretaria da Segurança Pública de São Paulo (SSP) e consideram os registros de roubos e furtos contabilizados nas áreas atendidas pelos Distritos Policiais da capital (sem contar roubos de carga). Os números correspondem aos crimes registrados por meio de Boletins de Ocorrência (BOs).

Em nota, a SSP informa que as polícias Civil e Militar atuam com os mesmos critérios em todas as regiões do Estado, sem distinção em razão do perfil do bairro, das vítimas ou dos estabelecimentos. "O policiamento na capital é constantemente reorientado a partir da análise dos indicadores criminais e do cruzamento de informações dos sistemas policiais e de inteligência."

Movimentação no cruzamento da Rua Cel. Joaquim Ferreira Lobo com a Av. Brigadeiro Faria Lima, no Itaim Bibi.
Movimentação no cruzamento da Rua Cel. Joaquim Ferreira Lobo com a Av. Brigadeiro Faria Lima, no Itaim Bibi.
Foto: Daniel Teixeira/Estadão / Estadão

Ainda de acordo com a SSP, o policiamento preventivo em toda capital é constantemente reorientado com base na análise dos indicadores criminais e no cruzamento de informações dos sistemas policiais e de inteligência. "De janeiro a julho deste ano, os roubos e furtos diminuíram em 13,92% e 3,06%, respectivamente, em comparação com o mesmo período do ano passado. No período, 27.229 infratores foram presos ou apreendidos e 1.743 armas foram retiradas de circulação."

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Distritos com as maiores quedas

Entre os distritos com redução no número de roubos e furtos, o Jardim Herculano (100º DP) aparece com a maior queda. O total recuou de 480 ocorrências em julho de 2025 para 244 em julho de 2026, diminuição de 49,2%.

Na sequência, o Jardim Noemia (59º DP) passou de 145 para 88 ocorrências, uma queda de 39,3%. A Vila Santa Maria (40º DP) fecha o grupo, com redução de 263 para 161 casos, o equivalente a 38,8% no período analisado.

Como esta reportagem foi feita

A produção desta reportagem utilizou recursos de Inteligência Artificial (IA) e automação em diferentes etapas, com o objetivo de ampliar a quantidade de materiais produzidos sobre os bairros mais buscados pelos leitores e tornar os dados criminais disponibilizados pela SSP mais acessíveis ao público.

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A análise e a extração dos dados da Secretaria da Segurança Pública (SSP) são feitas por meio de programação, a partir de códigos previamente desenvolvidos por um repórter de dados.

Depois, os dados analisados são inseridos automaticamente em uma estrutura de reportagem construída pelos nossos repórteres. Esse processo de automação coloca cada informação no lugar correto do texto, sem a necessidade de preencher os dados manualmente, um a um.

Após estas etapas, a IA é utilizada para organizar essas informações na página, criar títulos e subtítulos e fazer pequenas alterações no texto previamente construído a partir de um modelo, com o objetivo de produzir variações na redação, mas sem modificar as informações apuradas.

Antes da publicação, todo o conteúdo de texto passa por revisão humana, conforme estabelecem as diretrizes do Estadão para o uso de Inteligência Artificial.

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