Investigação conecta liderança de Facção a chacina na Zona Norte de Porto Alegre

Ataque a tiros na Cohab Rubem Berta deixou quatro mortos e acentuou a disputa entre grupos rivais na capital gaúcha.

21 ago 2026 - 15h59
Resumo
A Operação Ad Extremum apontou um chefe do tráfico como mandante de um ataque no bairro Rubem Berta, em Porto Alegre, que deixou quatro mortos e três feridos. A ação reflete uma violenta disputa territorial entre facções na divisa com Alvorada, já associada a pelo menos dez assassinatos na região. Embora tenha sido detido anteriormente, o líder criminoso obteve liberdade provisória da Justiça e segue foragido, sendo alvo de diligências contínuas da Polícia Civil para sua recaptura.

As apurações da Operação Ad Extremum trouxeram novos elementos sobre a onda de violência registrada no bairro Rubem Berta em 22 de julho de 2025, data marcada como a mais violenta do ano anterior em Porto Alegre. Na ocasião, quatro pessoas foram mortas e três ficaram feridas durante um ataque a tiros na rua Adelino Ferreira Jardim, na Cohab Rubem Berta.

Foto: Divulgação / Polícia Civil / Porto Alegre 24 horas

O principal suspeito de ordenar o atentado é apontado pela Polícia Civil como chefe do tráfico local. O ataque resultou nas mortes de Jonas da Silva Gonzaga, Cláudio Ribeiro da Silva, Nicolas Fagundes e sua mãe, Deise Laura Fagundes. Horas antes, no mesmo dia, Yan Mazarem Teixeira havia sido executado no Parque dos Maias, somando cinco mortes na região em poucas horas.

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Conforme os relatórios policiais, os homicídios estão diretamente associados à disputa territorial entre facções na divisa de Porto Alegre com Alvorada. O confronto entre duas organizações já provocou pelo menos dez mortes confirmadas na Vila São Luiz e na Vila Alexandrina, motivando ações de patrulhamento e repressão direcionada na comunidade.

Apesar de ter sido preso temporariamente no final do ano passado, o chefe do tráfico local, recebeu benefício de liberdade provisória expedido pelo Poder Judiciário e segue foragido. A 5ª Delegacia de Homicídios mantém diligências contínuas para cumprir o mandado de prisão em aberto e responsabilizar os executores e mandantes do conflito.

Polícia Civil.

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