Homem é condenado a 23 anos de prisão por matar, esquartejar e queimar corpo de vítima em Porto Alegre

Crime ocorreu em 2017 e, segundo o MPRS, foi motivado por uma dívida de cerca de R$ 57 mil

27 ago 2026 - 08h02
Resumo
O Tribunal do Júri de Porto Alegre condenou um homem a 23 anos e 4 meses de prisão por matar, esquartejar e queimar o corpo de Jonathan Rafael Maria, em 2017. O crime ocorreu para evitar o pagamento de uma dívida de R$ 57 mil. Aproveitando-se da amizade com a vítima, o réu a atraiu até uma residência, onde a assassinou a tiros, furtou seus bens e ocultou os restos mortais em Eldorado do Sul. O homem foi sentenciado por homicídio qualificado, furto e ocultação de cadáver.

Um homem foi condenado a 23 anos e 4 meses de prisão pelo assassinato de Jonathan Rafael Maria, de 31 anos, em Porto Alegre. A sentença foi proferida pelo Tribunal do Júri nesta terça-feira (26). Segundo o Ministério Público do Rio Grande do Sul (MPRS), o crime foi cometido para evitar o pagamento de uma dívida de aproximadamente R$ 57 mil.

Foto: Arquivo pessoal / Porto Alegre 24 horas

O homicídio aconteceu em 29 de dezembro de 2017, no bairro Tristeza. Conforme a denúncia, Jonathan foi atraído até uma residência com a promessa de receber o dinheiro que cobrava após um investimento financeiro. No local, ele foi surpreendido e morto a tiros.

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Os jurados reconheceram as qualificadoras de motivo torpe, dissimulação, traição e recurso que dificultou a defesa da vítima. O condenado também foi responsabilizado pelos crimes de furto e ocultação de cadáver.

Após matar Jonathan, segundo o MPRS, o homem levou bens da vítima, entre eles o veículo. Depois, esquartejou o corpo, transportou os restos mortais até Eldorado do Sul e ateou fogo ao cadáver na tentativa de dificultar a localização e a identificação.

Durante o julgamento, os jurados acolheram a tese de que o acusado se aproveitou da relação de amizade com Jonathan para atraí-lo ao local e executar o homicídio. Para o Ministério Público, a dívida que vinha sendo cobrada pela vítima foi o motivo do assassinato.

A acusação foi conduzida pelo promotor de Justiça Francisco Lauenstein.

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