Família remarca consulta de criança e não embarca em micro-ônibus que sofreu acidente no Paraná

Menino de 7 anos remarcou o atendimento após ficar gripado na véspera da viagem

20 ago 2026 - 16h21
(atualizado às 16h42)
Criança aguardava consulta há três anos
Criança aguardava consulta há três anos
Foto: Reprodução/TV Globo

Luiz Arthur, de 7 anos, deveria embarcar com os pais em um micro-ônibus da Secretaria Municipal de Saúde de Imbituva, no Paraná, na quarta-feira, 19. A viagem tinha como destino Curitiba, onde o menino faria uma consulta médica pela qual aguardava havia três anos. No entanto, escapou por pouco de um acidente que deixou mais de 20 mortos.

Nascido com problemas cardíacos, ele precisa de acompanhamento médico e esperava pelo atendimento na capital paranaense, segundo a família em entrevista à TV Globo.

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Tudo estava preparado para a viagem. No entanto, na véspera da consulta, o menino ficou doente. Diante do quadro de saúde da criança, os pais decidiram tentar remarcar o atendimento e conseguiram alterar a data.

Na manhã em que a família deveria ter seguido para Curitiba, veio a notícia de que o micro-ônibus que faria o transporte dos pacientes havia sofrido um grave acidente. Ao todo, 23 pessoas morreram e outras cinco ficaram feridas. Entre as vítimas falecidas, estão duas crianças e 21 adultos (13 mulheres e 8 homens).

Sobreviveram um menino de 6 anos, uma mulher de 26 e três homens, de 22, 49 e 50 anos. O acidente foi causado por uma colisão com uma carreta, que invadiu a pista contrária.

A família soube do acidente justamente no dia em que Luiz Arthur completaria sete anos e deveria estar a caminho da consulta. 

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O pai do menino, Luis Carlos Lopes, conta que a sensação após descobrir o que havia acontecido foi marcada por sentimentos confusos. Ao mesmo tempo em que sentiu alívio por o filho não estar no veículo, ele também ficou abalado com a quantidade de vítimas.

"É uma coisa assim que divide a gente, é um misto... A emoção de ter ficado, de ter sido livrado disso, mas também [a tristeza] pelos que perderam as vidas, que pereceram lá, e tudo o que aconteceu. [...] Parece uma confusão nos sentimentos da gente", avalia o pai, Luis Carlos Lopes.

Fonte: Portal Terra
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