Ex-prefeito de Lajeado é preso pela PF por suspeita de desvio de verbas após enchentes no RS

A prisão é temporária, com prazo inicial de cinco dias, podendo ser prorrogada

26 fev 2026 - 10h21

O ex-prefeito de Lajeado, Marcelo Caumo, foi preso na manhã desta quinta-feira (26) durante uma operação da Polícia Federal que investiga o desvio de recursos públicos federais destinados à recuperação dos danos causados pelas enchentes no Rio Grande do Sul.

Foto: Reprodução/@marcelocaumors/Instagram / Porto Alegre 24 horas

A prisão é temporária, com prazo inicial de cinco dias, podendo ser prorrogada. Caumo governou o município entre 2017 e 2024. A investigação não envolve a atual gestão.

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Além dele, uma empresária ligada ao grupo investigado também foi presa, e uma vereadora foi afastada do cargo. Os nomes delas não foram divulgados.

Operação Lamaçal

A ação, batizada de "Lamaçal", é um desdobramento de uma operação realizada em novembro de 2025. Na época, Caumo ocupava o cargo de secretário estadual de Desenvolvimento Urbano. Após a repercussão, ele pediu exoneração do cargo.

Segundo a Polícia Federal, a análise do material apreendido na primeira fase apontou indícios de direcionamento de licitações na prefeitura de Lajeado.

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"As investigações identificaram irregularidades em três licitações envolvendo empresas de um mesmo grupo econômico, contratadas para serviços de assistência social, com valores acima dos praticados no mercado", informou a PF.

Contratos sob suspeita

De acordo com os investigadores, houve dispensa de licitação sob justificativa de estado de calamidade pública em 2024, após as enchentes que atingiram o estado.

Os contratos investigados envolvem a contratação de profissionais como psicólogos, assistentes sociais, educadores sociais, auxiliares administrativos e motoristas. Somados, os valores chegam a aproximadamente R$ 120 milhões.

Mandados e apreensões

Ao todo, foram cumpridos 20 mandados de busca e apreensão e dois de prisão temporária, além do sequestro de veículos e bloqueio de bens. As ordens judiciais foram expedidas pelo Tribunal Regional Federal da 4ª Região.

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As ações ocorreram em diversas cidades do estado, incluindo Muçum, Encantado, Garibaldi, Salvador do Sul, Fazenda Vilanova, Novo Hamburgo e Porto Alegre.

Durante a operação, a Polícia Federal apreendeu cerca de R$ 400 mil em dinheiro.

Crimes investigados

Os investigados podem responder por uma série de crimes, entre eles:

• Desvio ou aplicação indevida de verba pública

• Fraude em licitação

• Contratação direta ilegal

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• Corrupção ativa e passiva

• Associação criminosa

• Lavagem de dinheiro

A defesa de Marcelo Caumo informou que ainda não teve acesso à decisão judicial que determinou a prisão.

As investigações seguem em andamento.

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