Emae vence disputa para administrar trecho do Parque Linear Bruno Covas

Certame permite que a iniciativa privada explore comercialmente a área por quatro anos, além de ficar responsável por tarefas ligadas à manutenção, zeladoria e segurança do local

21 mai 2026 - 23h33

A Empresa Metropolitana de Águas e Energia S.A. (Emae), do setor elétrico e que opera sob gestão da Sabesp, venceu nesta quinta-feira, 21, a disputa pela permissão de uso de parte do Parque Linear Bruno Covas, na zona oeste de São Paulo.

O certame permite que a iniciativa privada explore comercialmente a área por quatro anos, além de ficar responsável por tarefas ligadas à manutenção, zeladoria e segurança do local.

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A Emae passará a fazer a gestão das operações de um trecho de cerca de 8,2 quilômetros da margem oeste do Rio Pinheiros, entre as pontes Cidade Jardim e João Dias.

A Emae é uma concessionária federal de serviços públicos de capital aberto responsável pela operação de usinas hidrelétricas, como a Henry Borden, em Cubatão. No ano passado, a Sabesp adquiriu cerca de 74,9% das ações ordinárias da companhia.

Emae venceu a disputa pela permissão de uso de parte do Parque Linear Bruno Covas, na zona oeste de São Paulo
Emae venceu a disputa pela permissão de uso de parte do Parque Linear Bruno Covas, na zona oeste de São Paulo
Foto: Felipe Rau/Estadão / Estadão

Com a permissão de uso, o governo pretende corrigir algumas das principais queixas dos usuários, como ocorrências de assaltos e a falta de quiosques para a compra de bebidas e alimentos.

"O objetivo é fortalecer a vocação do parque como espaço de lazer, esporte, cultura e convivência, oferecendo mais segurança e melhores serviços para os usuários", diz a Secretaria de Parcerias em Investimentos do Estado (SPI).

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Entre as propostas da nova gestão voltadas à melhoria da segurança estão o gradeamento na divisa com a Marginal Pinheiros e um plano de proteção ao patrimônio, que prevê rondas e portaria monitorada.

Outra medida é integrar câmeras de monitoramento instaladas ao programa de segurança Muralha Paulista, do governo do Estado, e ao sistema Smart Sampa, da Prefeitura, para acompanhar eventuais ocorrências em tempo real.

Apesar da entrega do parque à iniciativa privada, a SPI garante que o espaço "continuará sob fiscalização do Estado, público, gratuito e aberto à população".

"A permissão de uso qualificada é um instrumento jurídico previsto em normativa estadual que transfere a um parceiro privado a responsabilidade pela administração, operação, manutenção e organização das atividades do espaço", explicou a secretaria.

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O edital da disputa foi elaborado pela Secretaria de Parcerias em Investimentos do Estado (SPI), em conjunto com a Secretaria de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística (Semil), cuja sede foi o local de abertura dos envelopes com as propostas.

Por ser um espaço plano e extenso, o parque costuma ser frequentado por corredores e ciclistas. Entre 2021 e 2024, o local recebeu 5,4 milhões de pessoas - sendo 2,7 milhões apenas em 2024.

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