Em Pernambuco, servidores da Caixa aderem a greve nacional que inicia nesta quinta-feira (10)

Os trabalhadores questionam o modelo atualmente utilizado pela instituição e pedem alterações na participação da Caixa nas despesas.

10 set 2026 - 10h38
(atualizado às 11h43)
Resumo
Empregados da Caixa Econômica Federal iniciaram uma greve nacional por tempo indeterminado nesta quinta-feira (10), movimento ao qual Pernambuco aderiu. A categoria reivindica melhorias no plano de saúde, pedindo o fim do teto de 6,5% da folha e a volta do custeio de 70% pelo banco. Apesar da paralisação, os canais digitais seguem operando. A Caixa deve apresentar uma nova proposta hoje, enquanto o Banco do Brasil também avalia atos pontuais.

Os empregados da Caixa Econômica Federal (CEF) deram início, nesta quinta-feira, 10 de setembro, a uma greve nacional sem prazo definido para terminar. O movimento acontece em meio às conversas entre representantes dos trabalhadores e o banco para tentar chegar a um entendimento.

Os empregados da Caixa Econômica Federal (CEF) deram início, nesta quinta-feira, 10 de setembro, a uma greve nacional.
Os empregados da Caixa Econômica Federal (CEF) deram início, nesta quinta-feira, 10 de setembro, a uma greve nacional.
Foto: Pillar Pedreira/Agência Senado / Portal de Prefeitura

Mesmo com a paralisação, os serviços digitais da Caixa permanecem disponíveis aos clientes. Durante as negociações, a instituição também se comprometeu a apresentar uma nova proposta aos funcionários ao longo desta quinta-feira.

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A discussão entre as partes está concentrada, principalmente, nas regras de financiamento do plano de saúde dos empregados. Os trabalhadores questionam o modelo atualmente utilizado pela instituição e pedem alterações na participação da Caixa nas despesas.

Categoria pede novo modelo de custeio

Entre as reivindicações está a retirada do limite de 6,5% da folha de pagamento destinado pela Caixa ao custeio do plano de saúde. A categoria defende a retomada de um formato anterior, no qual o banco assumia 70% dos custos e os empregados contribuíam com os 30% restantes.

Para Luiza Hansen, diretora do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região e coordenadora da CEE/Caixa, a ampla rejeição à proposta anterior da instituição reforçou a pressão dos trabalhadores e abriu espaço para uma nova rodada de negociações.

"O resultado das assembleias realizadas no Brasil inteiro, com mais de 90% de rejeição nas bases sindicais, demonstrou, de forma clara, a insatisfação dos empregados com a proposta apresentada pela Caixa. Isso foi fundamental para forçar o retorno das negociações", afirmou.

A expectativa é de que uma nova proposta seja apresentada pela Caixa ainda nesta quinta-feira. Enquanto isso, o movimento grevista continua por tempo indeterminado.

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Além da mobilização dos empregados da Caixa, também há a possibilidade de paralisações pontuais entre funcionários do Banco do Brasil (BB), conforme informações divulgadas pelo Metrópoles.

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