Daniel Vorcaro está em novo 'presídio dos famosos'; conheça a Penitenciária 2 de Potim

Considerada o novo 'presídio dos famoso', a unidade prisional recebeu a transferência do banqueiro Daniel Vorcaro nesta quinta-feira, 5

5 mar 2026 - 14h56
A Penitenciária 2 de Potim, no Vale do Ribeira (SP), recebeu nesta quinta-feira, 5, o banqueiro Daniel Vorcaro
A Penitenciária 2 de Potim, no Vale do Ribeira (SP), recebeu nesta quinta-feira, 5, o banqueiro Daniel Vorcaro
Foto: Divulgação

A Penitenciária 2 de Potim, que recebeu nesta quinta-feira, 5, a transferência do banqueiro Daniel Vorcaro, é considerada o novo 'presídio dos famosos' do sistema carcerário de São Paulo. Localizada no Vale do Paraíba, no interior paulista, a unidade passou a receber custodiados de casos de repercussão nacional. 

Além de Vorcaro, que chegou na unidade nesta quinta, a P2 de Potim mantém a custódia de nomes como Fernando Sastre, o motorista da Porsche que matou um motorista de aplicativo de 52 anos em março de 2024, o ex-médico Roger Abdelmassih e Sérgio Nahas, empresário condenado pela morte da esposa. 

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Como parte do procedimento padrão, Vorcaro será mantido em uma cela de isolamento por 10 dias. Só então ele será levado ao pavilhão de regime fechado. O cunhado do banqueiro, Fabiano Zettel, também foi transferido à unidade. Eles estavam no Centro de Detenção Provisória (CDP) de Guarulhos.  

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Vorcaro e o cunhado foram detidos na última quarta-feira, 4, na terceira fase da Operação Compliance Zero, deflagrada pela Polícia Federal, que investiga esquema bilionário de fraudes financeiras. 

De acordo com a Secretaria da Administração Penitenciária (SAP) de São Paulo, a P2 de Potim foi inaugurada em março de 2002, e tem capacidade para 844 custodiados. Atualmente, a população carcerária da unidade é de 472 presos..

Ainda segundo a SAP, a penitenciária abriga os presos em regime fechado e conta com 7.854,69 metros quadrados, sendo localizada na estrada Prefeito Élio Andrade Nogueira, no bairro Correias. 

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Antes da P2 de Potim, a Penitenciária 2 de Tremembé, também no Vale do Paraíba, era considerada o 'presídio dos famoso'. O Governo de São Paulo, no entanto, mudou o perfil da unidade de Tremembé e transferiu parte dos detentos no fim de 2025. 

‘Presídio dos famosos’, em Tremembé
Foto: Reprodução/Governo do Estado de São Paulo

3ª fase da Operação Compliance Zero

As prisões de Vorcaro e do cunhado integram a terceira fase da Operação Compliance Zero, da Polícia Federal. Segundo a corporação, a ação busca apurar a "possível prática dos crimes de ameaça, corrupção, lavagem de dinheiro e invasão de dispositivos informáticos, praticados por organização criminosa".

O esquema investigado envolve a comercialização de títulos de crédito falsificados pelo Banco Master. O nome da operação faz alusão à ausência de mecanismos eficazes de controle interno nas instituições envolvidas, o que teria permitido a prática de crimes como gestão fraudulenta, lavagem de dinheiro e manipulação de mercado.

Em novembro do ano passado, Vorcaro já havia sido detido ao tentar embarcar para a Europa em um jato particular que partiria do Aeroporto de Guarulhos, na Grande São Paulo. Na avaliação dos investigadores, havia fortes indícios de que ele pretendia fugir do país.

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Na ocasião, existia um mandado de prisão preventiva em aberto contra o empresário, que foi encaminhado à Superintendência da Polícia Federal na capital paulista.

Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, deixa a prisão em novembro
Foto: Fábio Vieira/Estadão / Estadão

A operação também teve como alvos o coordenador de segurança Luiz Phillipi Mourão, conhecido como “Sicário”, e o policial federal aposentado Marilson Roseno da Silva, além de Vorcaro e de seu cunhado, Fabiano Zettel.

Na tarde de quarta-feira, Mourão atentou contra a própria vida enquanto estava sob custódia na Superintendência Regional da PF em Minas Gerais. A corporação abriu um inquérito para investigar as circunstâncias do incidente.

Além das prisões, a Justiça determinou o afastamento de investigados de cargos públicos e autorizou o sequestro e bloqueio de bens que podem chegar a R$ 22 bilhões. A medida busca interromper a movimentação de recursos ligados ao grupo sob investigação e resguardar valores que possam ter relação com as irregularidades apuradas.

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Fonte: Portal Terra
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