Daniel Vorcaro é transferido para penitenciária no interior de SP
Preso novamente pela Polícia Federal na última quarta-feira, 4, o dono do Banco Master foi levado à Penitenciária 2 de Potim
O banqueiro Daniel Vorcaro, dono do banco Master, foi transferido na manhã desta quinta-feira, 5, do Centro de Detenção Provisória (CDP) de Guarulhos à Penitenciária 2 de Potim, no Vale do Paraíba (SP). A informação foi confirmada ao Terra pela Secretaria da Administração Penitenciária (SAP) de São Paulo.
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Daniel Vorcaro e seu cunhado, Fabiano Zettel, foram detidos na 3ª fase da Operação Compliance Zero da Polícia Federal, deflagrada na manhã da última quarta-feira, 4. Vorcaro e Zettel passaram por audiência de custódia, na qual a Justiça Federal manteve a prisão preventiva da dupla.
O banqueiro foi levado à unidade penitenciária em veículo adaptado para a transferência de presos da SAP. Na quarta, ele já havia passado pelos procedimento padrão de corte de cabelo e vestia o uniforme fornecido pela pasta, que consiste em camiseta branca e calça caqui.
Com a chegada à Penitenciária 2 de Potim, Vorcaro deverá passar 10 dias em uma cela de isolamento e, só então, será levado ao pavilhão de regime fechado da unidade.
Considerada como o novo 'Presídio dos Famosos', a P2 de Potim recebeu outros detentos de casos de repercussão nacional em 2025, vindos da Penitenciária 2 de Tremembé, como o motorista da Porsche Fernando Sastre, o empresário Sérgio Nahas e o ex-médico Roger Abdelmassih.
Outro preso na operação, Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão, o 'sicário' de Daniel Vorcaro, atentou contra a própria vida enquanto estava sob custódia na Superintendência Regional da PF em Minas Gerais. A corporação abriu um inquérito para investigar as circunstâncias do incidente.
3ª fase da Operação Compliance Zero
As prisões de Vorcaro e do cunhado integram a terceira fase da Operação Compliance Zero, da Polícia Federal. Segundo a corporação, a ação busca apurar a "possível prática dos crimes de ameaça, corrupção, lavagem de dinheiro e invasão de dispositivos informáticos, praticados por organização criminosa".
O esquema investigado envolve a comercialização de títulos de crédito falsificados pelo Banco Master. O nome da operação faz alusão à ausência de mecanismos eficazes de controle interno nas instituições envolvidas, o que teria permitido a prática de crimes como gestão fraudulenta, lavagem de dinheiro e manipulação de mercado.
Em novembro do ano passado, Vorcaro já havia sido detido ao tentar embarcar para a Europa em um jato particular que partiria do Aeroporto de Guarulhos, na Grande São Paulo. Na avaliação dos investigadores, havia fortes indícios de que ele pretendia fugir do país.
Na ocasião, existia um mandado de prisão preventiva em aberto contra o empresário, que foi encaminhado à Superintendência da Polícia Federal na capital paulista.
A operação também teve como alvos o coordenador de segurança Luiz Phillipi Mourão, conhecido como “Sicário”, e o policial federal aposentado Marilson Roseno da Silva, além de Vorcaro e de seu cunhado, Fabiano Zettel.
Além das prisões, a Justiça determinou o afastamento de investigados de cargos públicos e autorizou o sequestro e bloqueio de bens que podem chegar a R$ 22 bilhões. A medida busca interromper a movimentação de recursos ligados ao grupo sob investigação e resguardar valores que possam ter relação com as irregularidades apuradas.

