O corpo de um homem adulto foi encontrado decapitado na tarde do último domingo (5), às margens do Rio Paranhana, no bairro Cohab, no município de Igrejinha, localizado no Vale do Paranhana.
O cadáver foi avistado por moradores da região, que acionaram imediatamente o Corpo de Bombeiros Voluntários de Igrejinha. Os bombeiros foram os responsáveis por realizar a retirada do corpo das águas do rio. De acordo com as análises preliminares da Polícia Civil, trata-se de um homem de pele branca e que, por suas características físicas iniciais, não se enquadra na faixa etária de idoso. A estimativa dos peritos é de que o óbito tenha ocorrido entre 48 e 72 horas antes do momento da localização.
Vestimentas e marcas corporais são pistas para identificação
Como o homem foi encontrado sem a cabeça e sem documentos de identificação, os investigadores estão utilizando os detalhes das roupas e marcas corporais como principais elementos para tentar descobrir a identidade da vítima:
Roupas: O homem vestia uma calça azul-marinho com duas listras brancas paralelas nas laterais, uma bermuda cinza por baixo dessa calça, além de um casaco preto e um suéter de lã marrom.
Sinais no corpo: Os agentes da seção de investigação identificaram indícios de tatuagens em ambos os antebraços do homem. Essas marcas são consideradas fundamentais para o processo de identificação por parte de familiares ou conhecidos.
Varredura em registros de desaparecidos
Até o momento, os investigadores estão realizando um pente-fino em todos os boletins de ocorrência de pessoas desaparecidas registrados recentemente em Igrejinha e em municípios vizinhos que compõem a região do Vale do Paranhana.
De acordo com o delegado Ivanir Luiz Moschen Caliari, responsável pela condução do inquérito policial, nenhuma ocorrência de desaparecimento compatível com o perfil biológico e com as vestimentas da vítima foi localizada até agora.
A Polícia Civil segue com as diligências em campo para apurar a motivação e a autoria do crime. As autoridades aguardam a conclusão dos laudos periciais oficiais do Instituto-Geral de Perícias (IGP), que devem fornecer dados datiloscópicos ou de DNA para cravar a identidade do homem, além de apontar formalmente a causa técnica da morte.