O corpo do engenheiro Marcelo de Oliveira Rocha, de 30 anos, é velado nesta quarta-feira em São Paulo. Ele morreu na segunda-feira após ser espancado e roubado em Santos, onde participara de um evento político e cultural. O caso é apurado como latrocínio pela Polícia Civil, que já apreendeu dois adolescentes e identificou outros cinco suspeitos. Parte da agressão foi transmitida ao vivo pelos próprios criminosos, que roubaram os pertences da vítima enquanto ela estava desacordada.
O corpo do engenheiro ambiental e mestrando Marcelo de Oliveira Rocha, de 30 anos, será velado nesta quarta-feira, 28, no bairro do Imirim, zona norte de São Paulo. A cerimônia está prevista para ocorrer até as 13h, no Cemitério Santana. O sepultamento será realizado às 16h, no Cemitério Congonhas, no Jardim Marajoara, zona sul da capital.
Marcelo morreu na segunda-feira, 26, após ser espancado e roubado em Santos, no litoral paulista, na madrugada do dia anterior. Dois adolescentes foram apreendidos por suspeita de participação no crime, investigado como latrocínio — roubo seguido de morte. Outros cinco suspeitos, três adolescentes e dois adultos, foram identificados, segundo a Secretaria da Segurança Pública (SSP).
Os dois adolescentes foram alvo de mandados de busca e apreensão cumpridos pela Polícia Civil. A investigação está a cargo do 4º Distrito Policial de Santos, que apura a participação de cada um dos suspeitos.
Marcelo estava em Santos para participar de uma apresentação da Banda Esquerdantina, próximo a sede do Sindicato dos Petroleiros do litoral paulista (Sindipetro). Por volta das 3h, ele se afastou dos amigos para ir ao banheiro e acabou encontrado inconsciente.
Conforme a SSP, um grupo de homens abordou o engenheiro, o agrediu e levou seus pertences. Imagens divulgadas pelo portal g1 na terça-feira, 27, mostram parte da ação em uma transmissão ao vivo feita pelos próprios agressores. No vídeo, um dos suspeitos cobra o celular da vítima e a ameaça. Na sequência, Marcelo é atingido por um soco, cai e tem os objetos roubados.
Após a agressão, ele foi socorrido e levado à Santa Casa de Santos. Em seguida, foi transferido para o Hospital São Paulo, ligado à Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), onde permaneceu em coma induzido. A morte foi confirmada na tarde de segunda-feira, 26.
A ocorrência havia sido registrada inicialmente como roubo com resultado de lesão corporal grave. Com a morte do engenheiro, a investigação passou a apurar latrocínio, crime caracterizado pelo roubo seguido de morte.
Em nota, a Unifesp manifestou pesar pela morte de Marcelo, estudante de pós-graduação da instituição, e cobrou a identificação e a responsabilização dos envolvidos. A universidade também informou que acompanha o caso e oferece apoio à família.
Antes da agressão, Marcelo havia participado de um ato em apoio à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), em Santos. A Polícia Civil investiga as circunstâncias do ataque e busca esclarecer a atuação dos suspeitos.