Manifestantes se uniram na região da Rua 25 de março, local de comércio popular em São Paulo, nesta sexta-feira, 18, para protestar contra as falas do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que determinou investigação sobre o local, que "permanece há décadas como um dos maiores mercados para produtos falsificados, apesar das operações de fiscalização direcionadas a essa área".
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protesto contou com fantasias de Jair Bolsonaro como presidiário e de Trump com saco de dólares. O movimento desta sexta foi projetado e divulgado pelo Sindicato dos Comerciários de São Paulo (SECSP). Eles alegam que a manifestação é realizada em defesa aos empregos no comércio, ao Pix --também citado por governo Trump-- e à soberania nacional.
Vídeos que circulam nas redes sociais mostram um grupo de pessoas seguindo um caminhão de som. Eles exibem bandeiras e faixas contra o presidente dos EUA. "Mentira tem nome: Trump. O Brasil exige respeito", dizia a faixa no veículo principal da manifestação.
Logo atrás dele, os manifestantes cantavam e gritavam 'Não à demissão' e 'Trump, presta atenção. No meu emprego, você não põe a mão'.
Na terça-feira, 15, o Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR, na sigla em inglês) anunciou à noite a abertura de uma investigação contra o Brasil. No documento, a USTR cita locais que acredita serem prejudiciais para as empresas norte-americanas no País, citando nominalmente a 25 de março.