Caso irmão de Eloá: mais dois suspeitos de atentado contra tenente são mortos por policiais da Rota

Oficial da corporação continua internado; buscas por suspeitos já resultaram em 7 mortes

11 jul 2026 - 12h27
(atualizado às 13h11)

Dois homens suspeitos de envolvimento no ataque contra o tenente Ronickson Pimentel dos Santos, irmão de Eloá Pimentel, foram mortos na noite desta sexta-feira, 10, em ação de policiais das Rondas Ostensivas Tobias de Aguiar (Rota), na zona leste de São Paulo. Com isso, já são sete pessoas mortas em ações policiais decorrentes do ataque ao tenente da Rota, ocorrido no dia 27 de junho. Ao menos três não tiveram participação direta no crime.

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Outros três suspeitos foram presos e também não tiveram participação direta no atentado. Dois teriam dado apoio logístico aos executores e um descartou uma moto usada no crime.

A reportagem não conseguiu contato com as defesas.

Desde que foi baleado na cabeça, o tenente está internado, em estado grave, mas estável, na UTI do Hospital Estadual Mário Covas, em Santo André, na Grande São Paulo.

O tenente Ronickson Pimentel dos Santos foi baleado em São Caetano do Sul
O tenente Ronickson Pimentel dos Santos foi baleado em São Caetano do Sul
Foto: Reprodução/@r_pimentels via Instagam / Estadão

Segundo a polícia, uma denúncia anônima levou a equipe até a Rua Touro, na região de São Mateus, onde estaria escondido um dos suspeitos de participar do atentado contra o tenente. Márcio dos Santos Ferreira, de 45 anos, conhecido como "Tetão", teria recebido os policiais a tiros, segundo a versão apresentada pela PM. Os agentes revidaram e o balearam. Nenhum policial ficou ferido.

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Márcio, que segundo a PM seria o motorista de um carro envolvido no ataque ao tenente, foi levado ainda com vida para o Hospital Cidade Tiradentes, mas acabou morrendo devido aos ferimentos.

O homem de 33 anos que dava abrigo ao suspeito, embora sem envolvimento na tentativa de homicídio contra o tenente, foi detido e levado à delegacia para investigação.

Ainda na noite de sexta, uma equipe da Rota entrou em confronto com outro suspeito na mesma região. O homem teria teria atirado contra os policiais e foi morto. Ele foi identificado como Carlos Roberto Ferreira.

Conforme a Secretaria da Segurança Pública (SSP), as mortes apresentadas como decorrentes de intervenção policial são apuradas pela Polícia Civil com acompanhamento da Polícia Militar.

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Recompensa e busca por suspeitos

Após o ataque ao tenente, conhecido por ser irmão de Eloá Pimentel, a jovem que foi feita refém e acabou morta por Lindemberg Alves após terminar o relacionamento com ele, em 2018, a PM passou a receber denúncia e buscar os suspeitos. A SSP chegou a oferece uma recompensa de R$ 50 mil por informações que levassem a Hércules da Costa Siqueira, apontado como autor dos disparos.

Ele está foragido e foi incluído na lista de difusão vermelha da Interpol. A reportagem não conseguiu contato com sua defesa.

Na madrugada de 29 de junho, uma equipe da Rota recebeu denúncia e matou um suspeito na Estrada do Aricanduva, na zona leste da capital. Segundo a PM, ele estava armado e reagiu à abordagem.

No dia 1.o de julho, outro homem apontado como suspeito foi baleado e morto por PMs na região de Guaianases, também na zona leste. A SSP, porém, descartou a participação dele no ataque ao tenente.

Na noite do dia 2, Elenilson Misael da Silva, o 'Galego', também apontado como suspeito da tentativa de homicídio contra o policial, foi morto em Peruíbe, no litoral paulista. O caso foi registrado como morte decorrente de intervenção policial.

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Já na madrugada do dia 9, policiais da Rota balearam e mataram dois suspeitos em Heliópolis, na zona sul de São Paulo. Segundo a PM, um deles, Marcelo de Jesus Dias, seria o piloto da motocicleta usada no ataque ao tenente. O outro não teve participação direta, mas os dois reagiram à abordagem.

Como foi o crime

Ronickson Pimentel foi baleado na Avenida Goiás, em São Caetano do Sul no dia 27 de junho. Imagens de câmeras de segurança mostram o tenente parado com a motocicleta no semáforo quando dois homens, também em uma moto, se aproximam. Instantes depois, ele é atingido pelos disparos e cai no chão (veja acima).

Levado para o hospital, ele passou por uma traqueostomia e é mantido com medicação e cuidados intensivos na UTI do Hospital Mário Covas.

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