O jornalista e apresentador Ayres Rocha morreu aos 62 anos nesta quarta-feira, 14, em Rio Branco (AC). Ele atuou como âncora do Jornal do Acre 2ª Edição (JAC2), da Rede Amazônica, afiliada da Rede Globo no Estado, por 30 anos.
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O jornalista estava em tratamento contra um câncer de próstata, em João Pessoa (PB), e havia retornado ao Acre há cerca de trinta dias. O velório ocorre desde as 10h desta quarta-feira, na Funerária São João Batista, na capital acreana, e o enterro está previsto para as 7h de quinta-feira, 15.
Carinhosamente apelidado por familiares, amigos e colegas de trabalho como "mestre" e "professor", Ayres construiu uma longa trajetória à frente da Rede Globo no Acre. Ele era conhecido pelo jeito carismático com os telespectadores.
Em 2019, o jornalista participou das comemorações dos 50 anos do Jornal Nacional, em que dividiu a bancada com a jornalista Jéssica Senra, da Bahia, para apresentar a edição comemorativa do telejornal da emissora.
Ao Terra, o servidor público Francisco Carlos Cruz afirmou que o jornalista era uma pessoa conhecida por seu jeito extrovertido e que deixará saudades. "Conhecia ele há 30 anos. Ele sempre foi aquela pessoa que gostava de animar, adorava cantar em confraternizações, contar piadas. Sempre foi uma pessoa muito do bem e risonha", disse.
O repórter Renato Menezes, do g1 Acre, ressaltou que trabalhar com Ayres na redação era sinônimo de "descontração" e que o apresentador mantinha sempre o bom humor no ambiente de trabalho.
"Não lembro de nenhum dia em que eu tenha chegado na redação e tenha visto ele triste ou cabisbaixo. Aprendi muito com o profissional e, para além do jornalismo, com o humano que as telas não conseguem dimensionar. Quando meu pai teve câncer de próstata, o Ayres se dispôs a conversar com ele e a dar uma palavra de conforto justamente por ter passado pela mesma situação. E assim era ele: humano, respeitoso, engraçado, atencioso e um profissional de referência no jornalismo que vai fazer muita falta", relatou ao Terra.
A governadora do Acre, Mailza Gomes, emitiu uma nota de pesar pela morte do apresentador, o destacando como parte da história da comunicação do Estado.
"Ayres fez parte da vida dos acreanos por mais de três décadas, levando diariamente as notícias do nosso estado às famílias que se acostumaram com sua voz, sua serenidade e seu jeito tão particular de apresentar o Jornal do Acre e, em uma noite de orgulho para todos nós, o Jornal Nacional. Com profissionalismo, dedicação e respeito ao público, conquistou a admiração de gerações e se tornou uma das figuras mais conhecidas e queridas da nossa televisão", escreveu.