Brasil celebra início da libertação de dissidentes em Cuba

13 jul 2010 - 11h35
(atualizado às 12h09)

O chanceler Celso Amorim comemorou nesta terça a libertação de presos políticos em Cuba, uma decisão do governo desse país que, na sua opinião, caminha na "direção correta".

Da esquerda para a direita, Julio César Gálvez, Ricardo González, José Luis García Paneque e Lester González relatam tempo em que ficaram aprisionados em Cuba
Da esquerda para a direita, Julio César Gálvez, Ricardo González, José Luis García Paneque e Lester González relatam tempo em que ficaram aprisionados em Cuba
Foto: EFE

"Louvamos o êxito deste processo. É muito positivo. Estamos satisfeitos e felizes e aplaudimos porque as coisas estão caminhando na direção correta", afirmou o ministro de Relações Exteriores aos jornalistas em Brasília.

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As declarações coincidiram com a chegada a Madri dos primeiros sete presos libertados que pediram para serem levados à Espanha.

O regime cubano se comprometeu a libertar 52 presos de forma gradual ao longo de quatro meses, uma decisão baseada no diálogo com a Igreja Católica cubana e com o apoio do governo espanhol.

Amorim disse que na segunda-feira falou por telefone com o ministro de Assuntos Exteriores espanhol, Miguel Ángel Moratinos, para felicitá-lo pelo desenlace da crise e pelo papel do governo espanhol neste processo.

Todos os presos que serão libertados integram o chamado "Grupo dos 75", opositores condenados a 28 anos de prisão, na Primavera Negra de 2003.

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