A forte onda de calor que atinge o Brasil, impulsionada pelo El Niño, deve durar até quarta-feira (30), com máximas acima de 40°C e risco de recordes em várias capitais. O alívio térmico começará no dia 1º de outubro com a chegada de uma frente fria, trazendo chuvas e queda nas temperaturas para o Sudeste e o Centro-Oeste. O evento encerra um mês atípico em São Paulo, que já bateu seu recorde histórico de chuvas para setembro antes mesmo da virada definitiva para o clima mais ameno.
A intensa onda de calor que atinge grande parte do país está com os dias contados, e a população já busca saber quando as temperaturas devem cair nas principais regiões. De acordo com previsões da Climatempo, termômetros acima dos 40°C ainda podem ser registrados até quarta-feira (30) em quase todo o Brasil, com exceção da Região Sul. O cenário térmico extremo vem sendo impulsionado sob a influência do fenômeno El Niño, que atua alterando os padrões de precipitação e elevando as médias registradas nos últimos meses.
O alívio na sensação sufocante começará a se desenhar a partir de quarta-feira, quando áreas de instabilidade avançam sobre os estados de São Paulo e Mato Grosso do Sul. No entanto, a virada mais brusca no tempo está prevista para o dia 1º de outubro, data em que uma frente fria ganha força e se desloca pelo Sudeste e Centro-Oeste. A chegada do sistema traz pancadas de chuva mais generalizadas e promove o declínio gradativo das marcas nos termômetros, encerrando a sequência de dias abafados.
Possibilidade de recordes e histórico de chuvas no mês
Antes que a mudança no clima se consolide no início do próximo mês, a massa de ar seco ainda mantém condições favoráveis para máximas históricas. "Até o dia 30 de setembro, há possibilidade de novos recordes de calor em capitais como São Paulo, Campo Grande, Cuiabá, Brasília, Goiânia e Teresina", alertam meteorologistas sobre os últimos dias do período. Na capital paulista, o Centro de Gerenciamento de Emergências Climáticas (CGE) aponta que o ar abafado predomina até a chegada da frente fria.
Além do calor fora do comum, o período atual tem se destacado pelos volumes expressivos de água. O mês de setembro já se consolidou como o mais chuvoso da história da cidade de São Paulo desde o início da série histórica do CGE, iniciada em 1995, acumulando marcas impressionantes acima de 294 mm. A expectativa é que o novo sistema frontal traga novas instabilidades, garantindo a transição para um início de outubro com temperaturas mais amenas e clima instável.