Alimentos ultraprocessados: o que são, riscos à saúde e como identificar

Produtos industrializados estão associados a 32 problemas de saúde e podem se disfarçar de opções saudáveis nas prateleiras

2 jun 2026 - 13h29
Cereal matinal
Cereal matinal
Foto: Andrijana Bozic/Unsplash

Os alimentos ultraprocessados estão cada vez mais presentes na rotina moderna, mas a praticidade cobra um preço alto. Associados a 32 efeitos prejudiciais ao organismo, esses produtos são formulações industriais ricas em açúcares, gorduras, sódio e aditivos químicos, oferecendo baixíssimo valor nutricional.

O que são e o que fazem ao organismo?

De acordo com o sistema de classificação NOVA, da Universidade de São Paulo (USP), os ultraprocessados passam por diversas etapas industriais. Eles recebem substâncias artificiais, como corantes, aromatizantes e conservantes, para melhorar o sabor, a textura e a durabilidade.

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No organismo, esses produtos favorecem processos inflamatórios e alterações metabólicas. O consumo regular eleva o risco de obesidade, diabetes tipo 2, doenças cardiovasculares, problemas no fígado e nos rins. Além disso, pesquisas apontam associação com quadros de depressão. Estima-se que 57 mil mortes prematuras por ano no Brasil estejam ligadas a essa má alimentação.

Por que evitar o consumo?

Além do perfil nutricional pobre, os ultraprocessados são hiperpalatáveis. A combinação de aditivos "engana" o cérebro, promovendo baixa saciedade e estimulando o consumo excessivo e compulsivo.

A longo prazo, o excesso de sódio e gorduras ruins (saturadas e trans) eleva a pressão arterial e o colesterol ruim (LDL). Há também associação com o aumento do risco de cânceres, como os de intestino, estômago e mama, possivelmente devido à presença dos aditivos químicos.

Alimentos que parecem saudáveis, mas não são

O marketing da indústria costuma utilizar termos como "light", "zero" ou "proteico" para disfarçar produtos que, na verdade, são ultraprocessados. Entre os itens que têm "cara de nutritivos", mas escondem riscos, estão:

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  • Barras de cereais e barras proteicas;
  • Peito de peru e outros embutidos;
  • Pães de forma (mesmo os integrais);
  • Iogurtes saborizados;
  • Sucos prontos e chás artificiais;
  • Cereais matinais;
  • Gelatinas.

Como saber identificar um ultraprocessado?

A principal regra na hora da compra é ler a lista de ingredientes no rótulo. A orientação de especialistas é clara: quanto menos itens, melhor.

Se a embalagem apresentar nomes difíceis e desconhecidos pelo consumidor — como xarope de glicose, maltodextrina, glutamato monossódico, gordura hidrogenada, proteínas hidrolisadas, corantes e emulsificantes —, o alimento é ultraprocessado e deve ser evitado ou consumido com moderação.

Fonte: TerrAI Texto gerado com ajuda de Inteligência Artificial a partir do acervo do Terra e editado pelo nosso time de jornalistas.
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