Alergia ou gripe? Saiba como diferenciar os sintomas respiratórios no outono

Especialistas alertam que a presença de febre e dores no corpo é o divisor de águas para o diagnóstico correto.

14 abr 2026 - 09h24

A Associação Médica do Rio Grande do Sul (AMRIGS) e a ASBAI-RS emitiram um alerta sobre o aumento das crises respiratórias com a chegada do outono. O principal desafio desta estação é a sobreposição entre infecções virais, como gripes e resfriados, e quadros alérgicos, o que pode confundir o diagnóstico inicial e o tratamento adequado.

Foto: Freepik / Porto Alegre 24 horas

A diferenciação entre as condições reside, primordialmente, nos sintomas clínicos. Enquanto a alergia respiratória se manifesta através de espirros em sequência, coceira nasal e congestão, as infecções virais costumam apresentar sinais sistêmicos que não aparecem em processos alérgicos isolados, como febre, dores no corpo, mal-estar generalizado e perda de apetite. Além disso, pacientes com histórico de asma ou dermatite possuem maior predisposição à rinite, um fator relevante para a avaliação médica.

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Para reduzir a incidência de crises, as entidades recomendam um rigoroso controle ambiental, focando na eliminação de ácaros e fungos. As orientações incluem o uso de panos úmidos ou aspiradores em vez de vassouras, a limpeza frequente de filtros de ar-condicionado e a utilização de capas antiácaro em colchões e travesseiros. Em locais com alta umidade, o uso de desumidificadores também é encorajado para evitar a proliferação de mofos.

Quando as medidas ambientais e medicamentosas não são suficientes, a imunoterapia surge como uma alternativa para promover a dessensibilização do organismo a longo prazo. As associações reforçam que a identificação precisa do agente causador, por meio de exames laboratoriais ou testes cutâneos, é fundamental para que o manejo da saúde seja assertivo e evite intervenções desnecessárias.

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