Adrilles Jorge propõe homenagem a cientista que estuda cura para paralisia

Vereador de São Paulo apresenta moção de aplausos para pesquisadora da UFRJ; estudo sobre a molécula polilaminina busca regenerar lesões de medula

3 mar 2026 - 20h30

O vereador Adrilles Jorge (União Brasil) protocolou na Câmara Municipal de São Paulo uma Moção de Aplausos à pesquisadora Tatiana Lobo Coelho de Sampaio. A homenagem reconhece o trabalho da cientista no desenvolvimento da polilaminina, uma substância que está em fase de testes e tem como objetivo recuperar os movimentos de pacientes com paraplegia e tetraplegia.

Tatiana Coelho de Sampaio
Tatiana Coelho de Sampaio
Foto: Divulgação / Perfil Brasil

Tatiana Coelho de Sampaio é bióloga e professora-doutora da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Há cerca de 20 anos, ela estuda a laminina, uma proteína que já existe no corpo humano e ajuda na regeneração de tecidos nervosos.

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A pesquisadora possui formação internacional, com pós-doutorado nos Estados Unidos e na Alemanha, e chefia o Laboratório de Biologia da Matriz Extracelular na UFRJ desde 1995. Na proposta apresentada na Câmara, o parlamentar destaca que o trabalho da cientista é fundamental para a sociedade e coloca o Brasil em evidência na área da biologia regenerativa.

O principal objetivo do estudo é oferecer um tratamento para lesões graves na medula espinhal, que muitas vezes são consideradas irreversíveis pela medicina atual. De acordo com a justificativa do projeto, a substância polilaminina pode devolver a sensibilidade e os movimentos aos pacientes.

"Doutora Tatiana dedicou décadas de sua vida a uma missão que muitos consideravam impossível", afirmou Adrilles Jorge no texto da proposta. Ele reforça que os avanços do medicamento trazem novas perspectivas para milhares de pessoas que convivem com a paralisia.

O projeto científico avançou um passo importante em janeiro deste ano, quando a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) autorizou o início da fase 1 de testes clínicos em humanos.

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Nesta primeira etapa, os pesquisadores vão observar a segurança da polilaminina em cinco pacientes com idades entre 18 e 72 anos. Todos os voluntários possuem lesões agudas na medula espinhal torácica (localizada entre as vértebras T2 e T10). Se os resultados forem positivos e a segurança do medicamento for comprovada, o estudo seguirá para as fases 2 e 3, que servem para confirmar se o remédio é realmente eficaz na recuperação dos movimentos.

A moção de aplausos já passou pela leitura inicial na Câmara Municipal e deve ser votada pelos vereadores em breve.

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