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Influenciadora denuncia socos no rosto e transfobia em bar no Maranhão: 'Eu quero justiça'

Segundo a Polícia Civil, imagens do estabelecimento foram analisadas e não indicam provocação anterior

9 ago 2026 - 20h38
Influenciadora afirmou que foi agredida assim que chegou ao bar
Influenciadora afirmou que foi agredida assim que chegou ao bar
Foto: @leea_reis/Instagram

A influenciadora Léa Reis relatou ter sido vítima de transfobia e agredida durante uma noite em Balsas, no Maranhão. O episódio aconteceu após ela participar do casamento de uma amiga na cidade. Na madrugada deste domingo, 9, Léa publicou um vídeo nas redes sociais em que aparece machucada e emocionada e afirmou que foi atacada por uma mulher em um bar.

Segundo o relato da influenciadora, ela estava acompanhada de amigos e decidiu sair após a cerimônia para conhecer a cidade. Léa afirmou que não conhecia a mulher apontada por ela como responsável pela agressão. "Eu sofri uma transfobia que eu nunca pensei na minha vida", declarou.

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Em outro trecho do vídeo, Léa mostrou a roupa que usava quando chegou ao estabelecimento e contou que foi surpreendida pelos golpes. Ela afirmou ter levado socos no rosto e ficou com ferimentos na boca e nas mãos.

"Ela simplesmente só deu um murro na minha boca e deu outro murro na minha boca. Quando eu vi, eu estava sangrando”, contou. A influenciadora disse que não conseguiu entender o que teria motivado o ataque e afirmou ter tentado descobrir o motivo da situação. Segundo ela, outras pessoas acabaram se envolvendo na confusão. "Eu não entendi o que está acontecendo. Foi uma forma muito agressiva e eu quero procurar justiça", disse.

Léa também afirmou não saber quem é a mulher que teria cometido a agressão nem quais seriam suas relações na cidade. Em meio ao relato, demonstrou preocupação com o que poderia acontecer após o episódio e reforçou a intenção de buscar responsabilização.

"Eu fui agredida brutalmente. Todo mundo que estava lá ficou chocado", afirmou. "Eu quero justiça de qualquer forma", declarou.

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Durante entrevista, a delegada Ana Marisa, responsável pelo caso, afirmou que as imagens das câmeras de segurança do estabelecimento foram analisadas detalhadamente. A avaliação, segundo ela, não identificou qualquer provocação, aproximação ou gesto anterior que pudesse ter desencadeado a agressão.

A investigação deve apurar as circunstâncias do episódio e identificar a mulher apontada como responsável pela agressão. A delegada também chamou atenção para manifestações transfóbicas relacionadas ao caso nas redes sociais. Ela afirmou que publicações e comentários ofensivos podem resultar em responsabilização criminal.

"As pessoas precisam aprender a respeitar os outros. Onde não há respeito, entra o direito penal e a responsabilidade criminal, que deve ser apurada", afirmou.

Em nota, a defesa de Léa Reis informou que o caso foi formalizado por meio de boletim de ocorrência e que a influenciadora também realizou exame de delito. A assessoria afirmou ainda que está acompanhando as manifestações relacionadas ao episódio e reunindo conteúdos considerados ofensivos publicados na internet.

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A defesa declarou estar monitorando e catalogando "toda e qualquer manifestação ofensiva dirigida à ofendida - inclusive em redes sociais e ainda que praticada sob perfil falso ou anônimo. Comentários caluniosos, difamatórios, injuriosos ou de conteúdo discriminatório constituem ilícitos civis e penais autônomos e serão objeto de apuração".

Fonte: Portal Terra
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