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Influenciadora denuncia ter sido agredida por homem em roda de samba no Rio

Carla Lemos relata ter sido agredida por homem que não conhecia durante evento na Fundição Progresso; ela levou seis pontos no supercílio

8 ago 2026 - 19h06
Influencer Carla Lemos é agredida em roda de samba no Rio
Influencer Carla Lemos é agredida em roda de samba no Rio
Foto: Reprodução/Instagram/Carlinha

A influenciadora digital e ativista Carla Lemos, conhecida como Carlinha, denunciou ter sido agredida fisicamente por um homem durante uma tradicional roda de samba na Fundição Progresso, na Lapa, região central do Rio de Janeiro. O episódio aconteceu na quinta-feira, 6, e é investigado pela Polícia Civil. Segundo a advogada da influenciadora, Thaiz Sardinha, Carla precisou receber atendimento médico de urgência e levou seis pontos no supercílio.

Conhecida na internet por ter criado o blog de moda Modices, Carla relatou neste sábado, 8, nas redes sociais, que foi surpreendida por um homem que não conhecia. Segundo ela, o episódio ocorreu depois que o suspeito, que apresentava sinais de embriaguez, passou a se comportar de forma agressiva próximo ao grupo de amigos dela.

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"Eu fui agredida. Levei socos insistentes, tive minhas tranças puxadas e meu supercílio aberto por um homem que nem me conhecia", relatou em publicação no Instagram.

Carla contou que estava no local para acompanhar uma roda de samba de que gosta e que, após retornar do banheiro, encontrou dois homens próximos aos amigos. De acordo com o relato, um deles apresentava comportamento cambaleante e chegou a cair sobre pessoas que estavam no espaço.

A influenciadora disse que pediu ao homem para se afastar depois que ele passou a esbarrar nela. Pouco depois, segundo Carla, a situação se tornou violenta. Ela afirmou que foi empurrada e atingida com socos no rosto e na testa. "A partir daí, eu só lembro de violência."

Segundo a influenciadora, pessoas que estavam no local se aproximaram para tentar conter o agressor. Ela também relatou que ouviu uma mulher no palco alertar sobre o episódio. "[Ela dizia]: 'Estão agredindo uma mulher, ela tá sangrando'". Ao perceber o ferimento, Carla afirmou ter constatado que o sangue em suas mãos vinha do próprio rosto.

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Caso está sob investigação

Em nota ao Terra, a Polícia Civil do Rio de Janeiro informou que o caso foi registrado na 5ª DP (Mem de Sá). Os envolvidos e testemunhas foram ouvidos, e Carla foi encaminhada para exame de corpo de delito. "Diligências estão em andamento para esclarecer os fatos", informou a corporação.

Segundo a advogada Thaiz Sardinha, o boletim de ocorrência foi registrado por lesão corporal e o laudo do exame realizado no Instituto Médico Legal (IML) ainda está pendente de conclusão. A defesa afirma que, após o resultado, avaliará um eventual pedido de reclassificação da conduta.

De acordo com Thaiz, Carla está se recuperando fisicamente, com acompanhamento médico, mas permanece emocionalmente abalada pelo episódio. Segundo a advogada, a influenciadora também ficou impactada pelo fato de o suspeito não ter sido preso em flagrante.

A advogada afirma que, após a conclusão do exame, pretende avaliar a possibilidade de pedir a reclassificação da conduta. Caso o resultado do laudo permita um enquadramento mais grave, a advogada também diz que poderá requerer medidas cautelares, incluindo prisão preventiva. Segundo ela, o suspeito mora em outro Estado e não possui vínculo com o Rio de Janeiro.

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Advogada questiona enquadramento como violência de gênero

Além das providências relacionadas ao caso, a defesa de Carla levantou uma discussão jurídica sobre o enquadramento da agressão como violência de gênero. Segundo Thaiz, a autoridade policial informou que não seria possível formalizar esse enquadramento com base na Lei Maria da Penha porque Carla e o agressor não tinham vínculo doméstico, familiar ou afetivo.

A advogada argumenta, porém, que a ausência desse vínculo não impediria o reconhecimento da violência baseada em gênero à luz de tratados internacionais ratificados pelo Brasil, como a Convenção de Belém do Pará.

O tema está em discussão no Supremo Tribunal Federal (STF), por meio do Tema 1.412 de repercussão geral, que trata justamente da aplicação dos mecanismos de proteção previstos na Lei Maria da Penha a situações de violência contra a mulher sem relação doméstica, familiar ou afetiva entre vítima e agressor. O julgamento foi retomado nesta semana, quando a legislação completou 20 anos.

A defesa também questiona o procedimento adotado para a decisão sobre a prisão em flagrante. Segundo a advogada, a análise foi feita por uma autoridade policial que não estava fisicamente na delegacia, a partir de documentos encaminhados pelos agentes que estavam no local. O caso segue sob investigação da Polícia Civil.

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O Terra tenta localizar a defesa do suspeito. 

Fonte: Portal Terra
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