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6 razões que tornaram Maria Bruaca a nova namorada do Brasil

Personagem de "Pantanal" caiu nas graças do público ao tratar de temas do universo feminino no horário nobre

4 jul 2022 - 05h00
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Isabel Teixeira em cena: sensibilidade e maturidade para construir uma Maria Bruaca inesquecível
Isabel Teixeira em cena: sensibilidade e maturidade para construir uma Maria Bruaca inesquecível
Foto: Divulgação/Rede Globo / Divulgação/Rede Globo

Nem Juma Marruá, a mulher-onça que marcou a história da teledramaturgia do Brasil; nem Guta, a moça moderninha que surge cheia de questionamentos para quebrar padrões nas terras pantaneiras. A personagem que não sai da boca do povo na versão 2022 de "Pantanal" é Maria Bruaca - há, inclusive, quem já considere a dona de casa a verdadeira protagonista do remake da novela clássica de Benedito Ruy Barbosa. 

A personagem caiu nas graças do público por motivos que têm tudo a ver com as demandas femininas e feministas dos últimos tempos. Elencamos 6 fatores que explicam o merecido sucesso:

1. É namorada, não namoradinha

É raro ver, nas novelas brasileiras, holofotes lançados na direção das mulheres mais velhas. A personagem vai de encontro ao movimento atual de celebrar as potências e vivências das mulheres maduras e de jogar luz sobre seus desejos, necessidades e vontades. 

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2. Ícone da libertação feminina

Não se trata apenas de um enredo envolvendo o troco que uma mulher traída decide dar ao marido. Independentemente dos relacionamentos com Tibério (Murilo Benício), Levi (Leandro Lima) ou Alcides (Juliano Cazarré), Maria Bruaca chama atenção em Pantanal ao estabelecer um novo tipo de relação consigo mesma ao se permitir olhar a vida de outra forma. Essa redescoberta gera identificação em muitas mulheres que acompanha a novela.

3. Mas é claro que a vingança agrada o público

Ver o oprimido revidando o tirania do opressor na novela das 21h é uma espécie de catarse coletiva. Ainda mais se levarmos em conta que Tibério representa o patriarcado, o machismo e a hipocrisia do cidadão que se autodeclara "de bem".

4. Prazer sem limites

Ao se dar conta de que tinha uma vida sexual medíocre, Mary Bru vira a chave e decide se jogar de cabeça em novas experiências e até em fetiches para dar vazão a décadas de submissão na cama. Assim como aconteceu com a Rebeca (Andréa Beltrão), na novela anterior "Um Lugar ao Sol", o prazer feminino e apropriação da própria sexualidade são coisas bem bonitas de se ver em pleno horário nobre.

5. Identificação

Por mais que as lutas feministas se mostrem incansáveis, a personagem mostra que nem toda mulher é atingida pelos discursos e pautas - nem por isso, obviamente, é incapaz de compreendê-los ou incorporá-los. Elas nos lembra que existem muitas Marias Bruacas pelo Brasil afora, com sua simplicidade e o jeito com que aprenderam que era o certo de viver.

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6. Isabel Teixeira

A interpretação apaixonada e apaixonante de Isabel Teixeira é outro ponto que contribui para o carisma da personagem. Mais interessante ainda é ver brilhar uma atriz de 48 anos, que forjou o caminho profissional longe da TV, desconstruir a lógica cruel da indústria do entretenimento e provar que, com oportunidades e bons papéis nas mãos, há espaço de sobra para mulheres maduras. E o público está disposto a conferir o resultado.

Fonte: Redação Nós
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