Para combater as ilhas de calor geradas pelo asfalto tradicional, o Marrocos está testando um pavimento permeável e poroso em cidades como Marrakech e Agadir. O novo material funciona como uma esponja, absorvendo a água que, ao evaporar do subsolo, resfria a superfície e diminui o calor ambiente de forma natural. Além de funcionar como um "ar-condicionado" urbano, a inovação previne inundações provocadas por chuvas intensas e ajuda a recarregar aquíferos locais, inclusive com o uso de água reciclada.
O asfalto preto é, há décadas, o rei das estradas e ruas, mas apresenta um grande problema: quando o sol aperta, ele se torna um acumulador de calor. Por exemplo, com temperaturas de 40 ºC, sua superfície pode facilmente ultrapassar os 60 ºC, intensificando o conhecido efeito de "ilha de calor", que transforma as cidades em verdadeiros fornos durante o verão.
Diante desse cenário cada vez mais comum, o Marrocos decidiu testar uma solução diferente: em cidades como Marrakech e Agadir, parte do pavimento convencional está sendo substituída, progressivamente, por um material permeável e poroso, capaz de filtrar a água, refrescar o ambiente e reduzir a temperatura das ruas por meio de um processo totalmente natural.
Um pavimento que utiliza a água para resfriar a cidade
Diferentemente do asfalto tradicional — que é impermeável e encaminha a água da chuva diretamente para a rede de esgoto —, esse novo pavimento funciona como uma grande esponja: a água infiltra-se no subsolo, onde fica retida, alimentando um processo de evaporação que absorve o calor do ambiente e reduz a temperatura da superfície.
O sistema também ajuda a diminuir as inundações durante episódios de chuvas intensas, favorece a recarga de pequenos aquíferos urbanos e, em alguns projetos, pode utilizar águas de reuso para manter úmidas as camadas inferiores do solo, mesmo durante os períodos mais secos. Ele atua como um "ar-condicionado", reduzindo o calor irradiado pelo solo e melhorando o conforto térmico nas ruas.
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