A Stellantis decidiu investir pesado no Marrocos, onde o grupo já produz o trio de carros sem habilitação em torno do Citroën Ami. No entanto, a gigante do setor automotivo acabou provocando a ira dos italianos, que mais uma vez têm a sensação de estarem saindo perdendo no que diz respeito aos planos de investimento da montadora. E isso apesar de a Stellantis ter tentado recentemente recolocar a Itália no centro do tabuleiro.
A uma semana da apresentação dos resultados do primeiro semestre, a Stellantis despertou a indignação de parte da Itália. Como? Ao anunciar um novo plano de investimento colossal de mais de um bilhão de euros. E, claro, nenhum centavo desse valor será destinado à Itália. O grupo automotivo quer transformar o Magrebe (região a noroeste da África), e mais especificamente o Marrocos, em um hub automotivo não só para o continente africano, mas também para a Europa.
E é justamente esse ponto que irrita profundamente os italianos, que se sentem novamente relegados ao segundo plano. Um início de gestão conturbado para o novo CEO Antonio Filosa, que foi promovido por John Elkann e encarregado justamente de recolocar a Itália no centro das atenções. Ainda mais considerando que a situação entre a Itália e a Stellantis já vinha tensa.
O Marrocos, novo pilar da Stellantis?
Na semana passada, a Stellantis confirmou a ampliação da fábrica de Kénitra (cidade do Marrocos) e, sobretudo, uma produção mais do que duplicada: de 200 mil veículos por ano para 530 mil no ...
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