Esta é mais uma das áreas em que os chineses estão um passo à frente. Eles já detêm o controle da produção de baterias e do refino de metais essenciais para veículos elétricos e estão em processo de idealização de uma enorme rede de estações de carregamento bastante especiais: terminais capazes de recarregar o veículo conectado, bem como recuperar energia de sua bateria para redistribuí-la à rede elétrica chinesa em caso de falha ou pico de consumo.
A famosa tecnologia V2G está cada vez mais presente na Europa, em modelos como o Renault 5, mas enfrenta dificuldades para se consolidar. Algumas operadoras e fabricantes oferecem promoções especiais V2G para clientes que deixam seus veículos conectados à tomada.
É o caso recente da Polestar, que lançou uma oferta especial, por enquanto apenas na Califórnia, nos EUA. Provavelmente, porém, não na mesma escala da China, que já inaugurou dezenas de estações V2G em grandes cidades.
Na prática, o cliente pode deixar seu carro conectado à estação de carregamento por horas a fio para vender a energia da bateria. Por enquanto, o negócio está indo muito bem, mas a expectativa é que isso não dure.
Modelo econômico insustentável?
A tecnologia V2G apresenta diversos problemas técnicos e econômicos. Os terminais e carregadores precisam ser capazes de se comunicar com a rede elétrica nacional e se adaptar à sua frequência, que pode variar ligeiramente. Uma verdadeira dor de cabeça, o próprio fabricante.
Há também a questão da remuneração. ...
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