VW Gol mais caro do mundo? Exemplar da versão GTi está à venda por R$ 520 mil

Modelo de 1994 com detalhes originais e mais de 100 mil rodados tem preço de carro premium 0 km

19 mar 2026 - 09h02

Volkswagen Gol GTi 1994 com mais de 100 mil rodados ou um carro premium 0 km? Com R$ 520 mil no bolso, qual você escolheria? Bom, enquanto você pensa eu te dou mais informações. Um exemplar do clássico e valorizado esportivo nacional está sendo vendido por mais de meio milhão de reais pela Pastore Car Collection, loja especializada nestes veículos e localizada em Bento Gonçalves (RS).

Pelo valor da pedida dá para levar para casa novos modelos da BMW, Audi e até Porsche. A unidade em questão é de 1994, última safra do famoso Gol "quadrado", e pintado na cor preto Universal.

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De acordo com a Pastore, o modelo traz faróis e lanternas escurecidos, vidros originais, interior com bancos da grife Recaro e rodas BBS. Além disso tudo, são exatos 110.114 quilômetros rodados.

VW Gol GTi 1994 traz rodas BBS, aerofólio e as lanternas fumê originais da época
VW Gol GTi 1994 traz rodas BBS, aerofólio e as lanternas fumê originais da época
Foto: Reprodução/Pastore Car Collection / Estadão

O motor é um quatro cilindros 2.0 aspirado 8V da família AP. Fornece 120 cv de potência a 5.600 rpm, e o torque chega a 18,4 kgfm a 3.200 rpm. Associado ao câmbio manual de cinco marchas, o modelo fazia zero a 100 km/h em 8,8 segundos e alcançava 185 km/h, segundo a montadora.

O Gol GTi foi a surpresa e a maior atração no estande da Volkswagen, na exposição de 1988. Além de exibir um pintura exclusiva (o azul Mônaco, faixas prateadas nas laterais e até um aerofólio), uma das grandes novidades era o abandono do carburador e o uso da injeção eletrônica pela primeira vez em um carro nacional.

VW Gol GTi 1994 mantém interior com volante de quatro raios e bancos da grife Recaro
Foto: Reprodução/Pastore Car Collection / Estadão

Até a campanha publicitária época enaltecia este fator. "A injeção de tecnologia que leva ao futuro", dizia a propaganda. Na Europa, o sistema de injeção LE-Jetronic já não era novidade, e havia dispositivos mais avançados, com mais eletrônica. Mas, no Brasil, era um salto importante.

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Pela primeira vez, no Brasil, o motor começava a "pensar". Com injeção e ignição eletrônica, o sistema se adaptava às variações de temperatura, altitude e pressão atmosférica. Era um grande avanço, já que os motores alimentados por carburador funcionavam sob parâmetros fixos, estivesse o veículo circulando no inverno de Campos do Jordão ou no litoral, no verão.

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