Sinergia. Essa é a única forma da Volvo sobreviver à dura competição - especialmente dos chineses. Essas foram as palavras de Li Shufu, presidente da marca sueca e da Geely Holding, conglomerado (chinês) que controla a fabricante escandinava e outras montadoras, como Geely Auto, Polestar, Zeekr, Lynk & Co, Smart e Lotus.
"Trabalhar isoladamente levará, em última análise, a um caminho autodestrutivo rumo à obsolescência", afirmou Shufu na assembleia geral anual da empresa em Gotemburgo.
O CEO da Volvo, Hakan Samuelsson corrobora com o pensamento e diz que esse é o caminho para acompanhar a expansão chinesa.
"É assim que podemos, de uma forma realmente positiva, utilizar sinergias sem comprometer a Volvo como marca e como empresa independente", disse à Reuters.
O executivo, que voltou ao cargo há quase um ano, fez diversas mudanças operacionais e fechou acordos importantes visando essa sinergia. A Volvo será responsável pela produção do Polestar 3 - "irmão" do EX90 - em sua fábrica na Carolina do Norte (EUA) e também do Polestar 7 na futura unidade fabril na Eslováquia. De quebra, a sueca vai assumir a importação oficial e as operações da Lynk & Co na Europa.
Por fim, o centro de Tecnologia da Geely Auto no continente, inclusive, planeja dobrar o número de projetos até 2027 em um esforço para competir na região e acelerar o lançamento de novos modelos de marcas como da própria Geely, mas também da Zeekr e da Lynk & Co.