Pouco tempo após anunciar o encerramento das atividades na fábrica de Oppama, no Japão, a Nissan agora confirma o fechamento de mais uma unidade. A planta, localizada no parque industrial Ciudad Industrial del Valle de Cuernavaca (CIVAC), no México, terá suas operações encerradas até março de 2026. A produção de veículos será transferida para outra fábrica da montadora no país, situada em Aguascalientes.
Com quase 60 anos de história, a CIVAC foi a primeira unidade da Nissan fora do Japão e produz atualmente os modelos Frontier, NP300/Navara e Versa. Inaugurada em 1966 com a fabricação do Datsun Bluebird, a planta ganhou uma segunda linha de montagem para caminhonetes leves em 1975. Desde então, mais de 6,5 milhões de veículos foram produzidos no espaço de 410 mil m², que hoje responde por cerca de 11% da produção mexicana da marca.
Oppama e CIVAC são duas das sete fábricas que a Nissan pretende desativar como parte de seu plano de reestruturação, chamado de Re:Nissan. Outra confirmação é o fechamento da fábrica número 1 na Tailândia, com a produção sendo centralizada na segunda unidade do país.
O objetivo da estratégia é reduzir a capacidade global de produção dos atuais 3,5 milhões para 2,5 milhões de veículos anuais e consolidar o número de plantas de 17 para 10, aumentando a utilização das unidades restantes para 100%.
Outras unidades da marca também podem fechar
Instalações em países como Índia, Argentina e África do Sul também correm risco de fechamento, segundo a agência Reuters. Além disso, o site Automotive News informou que a Nissan encerrará sua joint venture com a Mercedes-Benz na planta COMPAS (Aguascalientes), após o fim da produção dos modelos QX50 e QX55 ainda em 2025. O Mercedes-Benz GLB, por sua vez, deve sair de linha no primeiro trimestre de 2026.
Rumores também apontam para a possível venda da sede da Nissan em Yokohama, com a empresa passando a operar no local por meio de aluguel. Como parte das medidas de contenção de custos, cerca de 3 mil funcionários da área de Pesquisa e Desenvolvimento foram realocados para encontrar soluções que reduzam despesas.
Cortes de gastos da Nissan começam a dar resultado
Os resultados já começaram a aparecer: aproximadamente 4 mil ideias foram sugeridas, das quais cerca de 1.600 estão próximas da implementação. Para isso, o desenvolvimento de alguns novos modelos foi temporariamente suspenso, redirecionando recursos para esse esforço de economia.
Segundo a emissora japonesa NHK, até 20 mil postos de trabalho podem ser cortados, mais que o dobro das 9 mil demissões anunciadas pela empresa em novembro passado.
Enfrentando dificuldades, a Nissan tem adotado uma abordagem direta ao chamar seu plano Re:Nissan de uma iniciativa de recuperação. Além da redução de custos, a fabricante aposta na renovação da linha de modelos, na reestruturação da Infiniti e no fortalecimento da parceria com Renault e Mitsubishi.
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