A BYD prepara o Great Seagull, elétrico intermediário posicionado entre o Dolphin Mini e o Dolphin. Flagrado na China, o hatch traz 2,65 m de entre-eixos, motor de 127 cv e baterias com alcance de até 420 km no ciclo chinês. O destaque tecnológico é a presença de um sensor LiDAR no teto para condução autônoma avançada, além de cabine com nova tela central concentrada. O modelo é mais espaçoso e refinado que o Seagull atual, mas ainda não tem preços ou data de lançamento global revelados.
A BYD prepara uma nova versão de seu compacto elétrico que amplia consideravelmente as dimensões do atual Seagull — vendido como Dolphin Mini em alguns mercados. Chamado de Great Seagull (Da Haiou, que em tradução livre quer dizer "grande gaivota"), o modelo foi flagrado em imagens reais na China com visual atualizado, mais espaço interno e uma importante novidade tecnológica: um sensor LiDAR instalado no teto.
O LiDAR em carros é um sistema de alta tecnologia que usa pulsos de luz a laser para escanear o ambiente e criar um mapa tridimensional (3D) em tempo real. A sigla vem do inglês Light Detection and Ranging (detecção e alcance por luz).
As novas imagens e informações foram divulgadas nesta segunda-feira (21) pelo CarNewsChina, que destaca que o Great Seagull ficará posicionado entre o atual Dolphin Mini e o Dolphin. O site informa ainda que o modelo terá entre-eixos de 2,65 m, justamente uma das principais diferenças em relação ao hatch atual.
LiDAR é o que o diferencia
A principal novidade tecnológica está no teto. O Great Seagull aparece equipado com um sensor LiDAR, componente usado para ampliar a capacidade de percepção do ambiente pelos sistemas de assistência à condução.
De acordo com o CarNewsChina, o equipamento indica a utilização do sistema God's Eye B (DiPilot 300) da BYD. Entre os recursos esperados estão navegação assistida em vias urbanas e rodovias, estacionamento automatizado, reconhecimento de semáforos e mudanças de faixa feitas de maneira automática.
A cabine também muda. O painel deixa de ter o quadro de instrumentos tradicional à frente do motorista — o que é péssimo na opinião deste repórter — e passa a concentrar as informações em uma tela central maior. As imagens mostram ainda console central mais amplo e volante de dois raios.
Motor de 127 cv e até 420 km de autonomia. Será?
O conjunto mecânico também coloca o Great Seagull acima do atual Dolphin Mini. O novo hatch utiliza motor elétrico síncrono de ímã permanente com 95 kW, equivalentes a 127 cv.
A BYD deverá oferecer duas opções de bateria de fosfato de ferro-lítio (LFP), com 30 kWh e 39,2 kWh. Segundo os dados divulgados pelo CarNewsChina, a autonomia declarada no ciclo chinês (CLTC )varia de 320 km a 420 km. No ciclo WLTP, os números correspondentes são de 259 km e 340 km. E no Inmetro será menor, devido ao já conhecido sistema brasileiro, que normalmente apresenta médias menores do que os demais métodos de medição. A velocidade máxima é de 150 km/h.
O posicionamento também muda. Enquanto o Seagull atual é o modelo mais acessível da família, o Great Seagull aparece como uma alternativa mais sofisticada, equipada e maior, mas ainda abaixo do Dolphin em potência e posicionamento. Agora, a dúvida que fica é: se o Seagull é chamado de Dolphin Mini no nosso mercado, qual será o nome que a BYD vai escolher para o Great Seagull? Grande Dolphin Mini? Essa eu quero ver.
Seagull já é um dos elétricos da BYD na China
O modelo atual continua tendo volume expressivo no mercado chinês. Segundo dados do China EV DataTracker citados pelo CarNewsChina, a BYD entregou 10.103 unidades do Seagull em julho de 2026 no mercado doméstico. No mesmo mês, o Dolphin somou 16.829 unidades.
O Great Seagull, portanto, não é apenas uma atualização visual do compacto. A ampliação das dimensões, principalmente do entre-eixos, coloca o novo hatch em uma faixa intermediária dentro da própria linha da BYD. Com 2,65 m entre os eixos, ele fica muito mais próximo do Dolphin, de 2,70 m, do que do Dolphin Mini, de 2,50 m.
Até o momento, o material de origem não informa preço, data de lançamento ou eventual chegada do Great Seagull ao mercado brasileiro.