Aston Martin Valhalla, de R$ 14 milhões, chega ao Brasil com mais de 1.000 cv

Superesportivo híbrido plug-in atinge 350 km/h de velocidade máxima e terá dez exemplares no país

21 jan 2026 - 17h52

1.079 cv, zero a 100 km/h em 2,5 segundos e velocidade máxima de 350 km/h. Com estes números superlativos, a primeira unidade do Aston Martin Valhalla desembarca no Brasil.

O superesportivo britânico com tecnologia híbrida plug-in e expertise das pistas de Fórmula 1 chega com quatro motores e uma etiqueta de preço na casa dos R$ 14 milhões. O primeiro carro brasileiro tem chassi número 59 e é pintado na cor Verdant Jade.

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Para alcançar mais de 1.000 cv de potência, a engenharia da marca britânica bateu na porta dos parceiros alemães da AMG colocou o V8 4.0 biturbo de virabrequim plano do GT Black Series, mas com 828 cv e não os 730 cv do Mercedes, aliado a três unidades elétricas (uma no câmbio e dois no eixo traseiro), que, juntas, somam mais 251 cv.

A transmissão é de dupla embreagem e oito marchas com diferencial traseiro eletrônico acionado hidraulicamente.

Valhalla vai de zero a 100 km/h em apenas 2,5 segundos
Valhalla vai de zero a 100 km/h em apenas 2,5 segundos
Foto: Aston Martin/Divulgação / Estadão

Limitado a 999 exemplares ao redor do mundo, o Valhalla teve sua versão final apresentada no final de 2024 e, à época, seis brasileiros já haviam adquirido seus modelos. Porém, o número de unidades que vão rodar no país pode chegar a dez. O carro surgiu pela primeira vez em 2019 ainda como protótipo e conhecido por AM-RB 003.

O bólido que fica só abaixo do Valkyrie tem diferentes modos de condução, como Sport, Sport+, Race e Pure EV. O último permite rodar com o Aston Martin Valhalla no modo elétrico, mas a autonomia é baixa: 14 km.

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Nesse ajuste, a velocidade máxima é de 140 km/h. No Race, a asa levanta 25,5 cm para gerar mais pressão aerodinâmica - são 600 kg de 240 km/h a 350 km/h - que reduz gradualmente o ângulo de ataque das asas dianteiras e traseiras para "sangrar" o excesso de força descendente conforme a velocidade aumenta, mantendo assim o equilíbrio.

Superesportivo tem estrutura toda em fibra de carbono
Foto: Divulgação/Aston Martin / Estadão

Com monocoque em fibra de carbono, subchassis em alumínio e mais expertises provenientes da Fórmula 1, o modelo tem 1.655 kg de peso seco. Ou seja, sem os fluidos. São ainda 4,72 metros de comprimento e apenas 1,16 m de altura. Já a bateria tem capacidade de apenas 6 kWh e pode ser recarregada externamente.

O interior lembra um cockpit de F1. Os bancos inteiriços são de fibra, assim como o volante de base e parte superior planos - mais uma peça inspirada no carro de corrida. Há ainda duas telas digitais do painel de instrumentos e da central multimídia.

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