Rosamaria defende Tiffany após CBV anunciar nova política para atletas trans

Medalhista olímpica questionou decisão da entidade e afirmou que o esporte deve buscar formas de garantir direitos e inclusão

19 ago 2026 - 20h27
Rosamaria é jogadora da seleção brasileira de vôlei e medalhista de prata nas Olímpiadas de Tóquio 2020.
Rosamaria é jogadora da seleção brasileira de vôlei e medalhista de prata nas Olímpiadas de Tóquio 2020.
Foto: Reprodução | Globo

A medalhista olímpica Rosamaria se manifestou nas redes sociais em defesa da jogadora Tiffany Abreu e criticou a nova política adotada pela Confederação Brasileira de Vôlei (CBV), que restringe a participação de atletas transexuais nas competições femininas.

Em um longo texto publicado nas redes sociais, a jogadora da Seleção Brasileira questionou e disse que é fácil se posicionar em defesa dos direitos da população LGBTQIA+ quando é conveniente e pediu que o tema seja debatido de forma mais ampla.

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"Não podemos, toda vez que avançarmos uma casa, retroceder outras duas na luta pelos direitos LGBTQIA+. Permitir que seja levantada a bandeira quando é conveniente e abaixada quando o assunto fica complexo", escreveu.

Rosamaria também afirmou que cabe à sociedade buscar alternativas para garantir direitos e tornar o esporte um ambiente mais inclusivo. Para ela, impedir que uma atleta profissional exerça sua atividade representa uma questão que precisa ser discutida.

"Certamente, negar o acesso de um atleta profissional ao seu trabalho da noite pro dia vai de encontro a essa responsabilidade coletiva", afirmou.

A jogadora terminou a publicação defendendo que o assunto seja tratado por meio de diálogo e disposição para aprender.

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"Esse é um assunto que deve ser debatido, conversado. A gente precisa ouvir, aprender. Nenhum de nós nasceu sabendo de tudo, o mais importante é estarmos abertos a evoluir e abrir a nossa mente dia após dia", concluiu.

Rosamaria cita conversa com Gabi

No início do texto, Rosamaria afirmou que havia conversado recentemente com Gabi Guimarães sobre acontecimentos no esporte e disse que a colega "traduziu muito bem" a ideia discutida entre as duas.

Rosamaria questionou como garantir que mulheres cisgênero e transgênero tenham seus direitos respeitados em diferentes ambientes, incluindo o esportivo.

"De qual maneira vamos poder garantir que todas as mulheres, cis e trans, tenham os seus direitos respeitados e preservados em qualquer ambiente? Seja ele amoroso, familiar, profissional, esportivo?", escreveu Rosamaria.

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Entenda a decisão da CBV

A CBV anunciou na sexta-feira (14) a adoção de uma nova política de elegibilidade para as competições femininas, alinhada à política anunciada pelo Comitê Olímpico Internacional (COI).

Segundo a entidade, a participação na categoria feminina passa a ser restrita a atletas do sexo biológico feminino. A política também prevê a realização de teste genético para verificar a presença do gene SRY, associado ao cromossomo Y e ao desenvolvimento sexual masculino.

A mudança afeta diretamente Tiffany Abreu, que atua no vôlei feminino e já havia se manifestado publicamente contra a decisão.

Fonte: Portal Terra
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